
https://woc.uc.pt/fcdef/event/dataEvent.do?elementId=136

http://www.afguarda.pt/index.asp?idEdicao=58&id=2633&idSeccao=455&Action=noticia


(Fonte2: http://www.slbenfica.pt/Info/Futebol/SectorFormacao/escolasdefutebol_apresentacao.asp)
Em relação à Metodologia de Treino, compreendendo o jogo de Futebol como um contexto em que os desportistas estão constantemente a tomar decisões em função dos seus companheiros de equipa, dos adversários, e posição/deslocamento da bola, qualquer exercício de treino tem como objectivo treinar competências para que esses desportistas saibam tomar as decisões mais correctas em contexto de jogo. Nesta lógica exercícios de treino de habilidades como o passe (por exemplo: 2 desportistas frente a frente a treinar passe), não tem lógica de ser, porque num jogo de futebol, por exemplo, quando dois jogadores da mesma equipa se encontram sozinhos quando fazem um passe tem que ter sempre em conta a posição do seu adversário para evitar que a bola não seja interceptada. Então habilidades como o passe, ou o remate são meio para atingir um objectivo (por exemplo o golo), e não um fim si mesmo.
Todos os exercícios treino têm por base princípios de jogo, que levam ao treino de competências nos desportistas, para que estes tomem as melhores decisões possíveis em contexto de jogo.


(Fonte3: http://www.slbenfica.pt/Info/Futebol/SectorFormacao/escolasdefutebol_metodologia.asp)
Em termos organizacionais, a Escola de Futebol divide os alunos em diferentes turmas, juntando alunos da mesma idade. Podendo as turmas ter desportistas mais novos que a média das idades da turma, sendo miúdos que estão a um nível superior aos da sua idade. Como existe a preocupação dos alunos estarem em constante evolução, os estímulos existentes no treino têm que levar a uma constante superação, neste sentido tem que se adequar as turmas á necessidade dos alunos, procurando que já disse anteriormente a superação/evolução e evitar a desmotivação.
(Fonte 4: http://www.slbenfica.pt/Info/Futebol/SectorFormacao/escolasdefutebol_metodologia.asp)
Posso então dizer que a lógica do treino da Escola de Futebol do Sport Lisboa e Benfica, foi de encontro a forma como penso o Futebol, ou seja, mais do que treinar habilidades e depois aplicá-las no jogo, é necessário treinar a tomada de decisão (raciocínio), porque um bom jogador é aquele que sabe tomar as melhores decisões perante os problemas que o jogo lhe apresenta. Um bom profissional em qualquer trabalho é aquele que consegue sabe tomar a melhores decisões, e aplicá-las do seu contexto laboral. Mais do que formar bons executantes, é necessário formar bons Homens.
António Ferreira
Para meu espanto, a minha opinião foi tida em conta pelo redactor principal da secção de desporto do jornal Público, resultando num artigo neste meio de comunicação social de dimensão nacional, o que me faz sentir um privilegiado!
Quaresma que se encontra do lado direito, dirige-se para o centro do terreno, baralhando o losango defensivo do Chelsea e abrindo espaço para que o seu colega de equipa que se encontrava numa posição mais recuada, ocupe o espaço deixado por ele.O jogador que já estava no centro do terreno, recebe a bola e passa-a imediatamente ao seu colega que ocupa o espaço deixado por Quaresma.
Enquanto isto, Quaresma dirige-se para o espaço existente entre os defesas, abrindo uma linha de passe.
Aspecto importante foi a falta de acompanhamento do lance por parte de Diarra (mais à esquerda, referência: sentido de ataque)
A partir daqui Quaresma dirigiu-se para a baliza, analisou o movimento de Petr Cech, que posicionou-se tapando o lado esquerdo da sua baliza com os membros infriores e lançou-se para o outro lado. Quaresma colocou a bola no lado da baliza que o guarda redes deixou livre, com uma velocidade que não deu tempo para Cech realizar a defesa.
Depois do golo da equipa visitante, o Chelsea fica nervosa, pelas tensões que um ambiente deste género cria. Este factor promoveu descargas de adrenalina no corpo dos jogadores, acontecimento que despoleta efeitos fisiológicos sobre a coordenação de movimentos. Podemos verificar este facto, pela quantidade de passes que os jogadores do Chelsea falharam em situações críticas(uma hipotese!), situação que poderiam ter sido melhor aproveitadas pela equipa do FCP.
O ponto de viragem desta situação emocional foi perto dos 25 minutos quando alguns jogadores do F. C. Porto falharam passes em zonas perigosas, durante os processos de transição defesa ataque, promovendo contra-ataques rápidos por parte da equipa da casa, com situações que poderiam ter acabado em golo. Estas jogadas perigosas para a baliza de Helton, devolveram a motivação aos seus jogadores do Chesea (outra hipotese!).
A partir daí, vimos uma primeira parte em que o Chelsea dominou e o FC Porto se limitou a controlar defensivamente o resultado sem correr riscos, enviando muitas vezes a bola para a frente através de trajectórias aéreas, sem qualquer intenção de ataques rápidos.
No início da segunda parte a equipa do Chelsea consegui marcar um golo atípico, o que fez com que a equipa do F. C. Porto, se sentisse numa situação de tensão (outra hipotese!).
ANÀLISE DO 1º GOLO DO CHELSEA F. C.
Uma possível explicação para o aumento das dificuldades de defesa por parte de Helton, pode ter sido a passagem de dois jogadores à frente da trajectória da bola (Paulo Assunção e Ricardo Costa), impedindo a visualização momentânea da bola por parte do guarda-redes. Razão que não justifica completamente o golo sofrido.
Após ter sofrido o golo do empate Jesualdo Ferreira altera a disposição dos seus jogadores no espaço de jogo, fazendo entrar dois futebolistas com característica mais apropriadas à disposição em campo que o treinador do F. C. Porto pretendia.
Estas alterações provocaram um recuo na equipa do Chelsea, o que levou a equipa do F. C. Porto a espalhar-se no terreno, abrindo mais espaços no seu meio campo. O Chelsea aproveitou este factor (afastamento dos jogadores do FCP), fazendo transições rápidas que em dois/três toques colocava a bola perto da área da equipa adversária.
Perto de metade da segunda parte a equipa do FCP revelou alguma fadiga, devido às intensidades de esforço que o jogo estava a solicitar (outra hipotese!), aspecto que na minha opinião foi determinante para que o Chelsea marcasse o segundo golo e dominasse completamente o resto do jogo.
ANÀLISE DO 2º GOLO DO CHELSEA F. C.
Chelsea cria uma situação de três para três, com mais três jogadores do FCP na perseguição do lance.
O jogador do FCP assinalado com um círculo, não ajuda os centrais a anular o ataque do Chelsea, criando-se uma situação de dois para um, como se pode ver na figura seguinte.Os jogadores do FCP que estavam na perseguição do lance, pouco se movimentaram para ajudar os seus colegas que estavam em inferioridade numérica.
A bola dirigiu-se para o jogador do Chelsea que se encontra mais à esquerda. (referência: sentido do ataque)
Quando o defesa Pepe foi tentar interceptar a bola, que se dirigia para o jogador do Chelsea mais à esquerda (Shevchenko), este último passa para Ballack que em posição frontal finalizou sem oposição.
A partir daí os jogadores do F. C. Porto não foram capazes de reagir, tanto pela fadiga que falei anteriormente, como pela organização da equipa da casa.
Concluindo, foi um jogo mais emotivo do que espectacular, com algumas situações de jogo mal disputadas, muito pelos capitais que uma competição da Champions Ligue envolve, o que levou as equipas a não correrem riscos, prejudicando em parte a espectacuralidade do encontro.
João Sá Pinho