
segunda-feira, 16 de julho de 2007
quinta-feira, 7 de junho de 2007
FORMAR PARA APRENDER OU PARA VENCER
Estaremos preparados para formar/educar os nossos filhos, alunos, desportistas para enfrentar as vicissitudes do dia a dia e do futuro? É importante e urgente que a via da formação/educação não seja apenas direccionada para o sucesso; que não se crie a ilusão de que só os vencedores são bons, e que os derrotados são pessoas fracas e inúteis.
É necessário passar a mensagem para que todos entendam que a vitória e o sucesso é o desempenho que cada um aplica nas suas funções e/ou no trabalho que realiza. A formação dos nossos jovens tem que necessariamente, ir ao encontro de alguns factores, tais como: o sentido de equipa, o espirito de sacrifício, a humildade, o respeito pelo próximo, o saber perder e o saber ganhar.
Existirão certamente outros requisitos, mas se forem cumpridos todos estes, estaremos a direccioná-los para uma vida mais segura, mais estável, de modo a que percebam que o futuro pode ter uma visão mais abrangente, não só a nível do desporto. Podemos não ter muitos desportistas a seguir uma carreira profissional ou muitos alunos a seguir a via universitária, mas, estaremos a formar um bom adepto, cidadão ou pessoa, e isto é o que deve ser levado em conta.
Infelizmente vivemos numa era em que se dá demasiada importância ao resultado. Senão
vejamos: é sintomático os jovens serem questionados depois de um jogo e sempre com a mesma pergunta: Ganhaste ou perdeste? Como se isso fosse o mais importante. E porque não perguntar: divertiste-te? É que é bom não esquecer que estamos a falar de jovens, e não de profissionais que vivem em função dos resultados. Continuando assim, estaremos a prepará-los bem? Penso que não. Continuamos a cair no erro de só pensar na vitória, no sucesso, esquecendo o quão importante é cada um dar o seu melhor, independentemente do resultado, sempre em prol da equipa, clube ou instituição que representa.
Ao longo da vida irão encontrar algumas dificuldades, e o nosso papel é prepará-los para as enfrentar, combater e ultrapassar, caso contrário, graves consequências poderão advir daí.
Será necessário, deste modo, formá-los na óptica da correcção dos seus erros, não atribuindo demasiado valor ao resultado, para que no dia de amanhã ele se sinta preparado para corrigir o que for necessário e com isso tornar-se uma pessoa mais confiante, melhor aluno, melhor atleta e principalmente melhor ser humano.
Deste modo, tanto as qualidades intrínsecas como as extrínsecas devem ser melhoradas pelos treinadores ou professores, mas também os pais desempenham um papel muito importante no crescimento destes jovens e são o factor vital no desenvolvimento destas crianças. Se por um lado, existem casos em que os jovens não têm apoio nenhum em casa, por outro lado, existem situações em que exigem em demasia deles; tanto um como o outro devem ser suprimidos.
Estarei a escamotear que a vitória não é importante? Nada disso. Sabe bem e é bom ganhar; não podemos é preparar um jovem só para isso. Devemos isso sim, responsabilizá-lo para que ele dê sempre o seu melhor, sabendo que nem sempre irá ganhar ou ser feliz nas suas opções.
Devemos então formar o jovem para a vida, criando-se uma cultura de formar para aprender. Por último, torna-se inevitável realçar que, se não se conseguir o sucesso como jogador ou aluno, que se consiga enquanto ser humano."
Pedro Alegria, 2004
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Prospectiva na análise dos futuros talentos – Caso Miguel Veloso
Sendo assim, é competência fundamental do treinador de jovens desportistas, dominar a Prospectiva. Segundo F. Almada (1994) “A construção de cenários prospectivos permite-nos analisar os efeitos possíveis de situações, prováveis ou hipotéticas, de modo a tomarmos consciência das suas consequências, antes de estarmos envolvidos nelas, o que não só nos tira alguma capacidade crítica como também, e sobretudo, não nos deixa tempo para corrigir erros antes de estarmos a sofrer os seus malefícios.”
Caso Miguel Veloso
Miguel Veloso podia estar hoje a ter um papel fundamental ao serviço do Sport Lisboa e Benfica. Em 1999 Departamento de Formação do SLB sob a responsabilidade de Nené e Bastos Lopes tomou a decisão de dispensar o seu jovem desportista. Segundo o que a sua mãe referiu aos meios de comunicação social, consideraram M. Veloso demasiado “lento e gordo”. Quatro meses depois, já estava a dar continuidade à sua formação no Sporting Clube de Portugal, devido à descoberta realizada por Aurélio Pereira, considerado por muitos como o descobridor de talentos do SCP.
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Conclusões
Os erros ao nível da prospecção acontecem até aos melhores, mas todos devem ter em consciência que se pagam muito caro. Veja-se a falta que este desportista faz no plantel do SLB. Veja-se também o encaixe financeiro que o SCP pode realizar numa possível transferência do jogador em causa.
Portanto atenção, aqui temos mais uma prova que evidência que os resultados desportivos na formação nem sempre são determinantes para a evolução dos desportistas pois, podem colocar de parte jovens como este, o que condiciona toda a sua evolução. É assim que se perdem jovens talentos!
Prospectivem, mas com rigor, o conhecimento empírico é importante, mas por si só não é determinante!
Sá Pinho
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Colóquio dá início ao torneio transfronteiriço de futebol
Quinta-Feira, 17 de Maio de 2007
segunda-feira, 7 de maio de 2007
domingo, 29 de abril de 2007
Simão revela como marca o penalti
O tema que proponho neste post é a marcação do penalti. Uma situação de jogo que por vezes não é aproveitada, por falta de treino da capacidade de decisão dos jogadores. A verdade é que esta situação é treinada muitas vezes, mas treinar mais não significa treinar melhor (princípio do rendimento). O que verifico na maioria dos treinos de futebol que observo, é que o desportista é solicitado a repetir várias vezes o gesto, tendo o treinador uma preocupação principal, a incidir sobre a precisão do remate.
Simão revela que toma a sua decisão em função do movimento do guarda-redes. Tendo sempre um local pré definido, optando por esse local apenas quando o GR não se movimenta. Mas maioritariamente, tenta sempre analisar a direcção do movimento do guarda-redes e colocar a bola no lado contrário.
Declarações de um profissional conceituado que apresenta altos rendimentos na concretização da máxima penalidade. Declarações que credibilizam o nosso post publicado a 2 de Março de 2007: “Antecipação – Qualidade de um bom jogador”.
domingo, 11 de março de 2007
Ser "Geração Benfica"

(Fonte1: http://www.slbenfica.pt/Info/Futebol/SectorFormacao/escolasdefutebol_metodologia.asp)
O objectivo da Escola de Futebol do Sport Lisboa e Benfica é formar cidadãos capazes de saber estar em sociedade, utilizando o Futebol como meio. Parece um pouco estranha esta minha afirmação, podendo o leitor questionar-se, Então onde são formados os Campeões? Os vencedores? Os jogadores que iram ser o futuro da equipa principal do Benfica? Estas são questões pertinentes que passaram na cabeça das pessoas, mas reflictam, na Escola de Futebol estão inscritos centenas de crianças/adolescentes, nem todos iram certamente chegar a ser jogadores profissionais de Futebol, então como Escola (de vida), o Benfica tem como missão passar uma série de valores: respeito, cooperação, saber trabalhar em grupo, saber estar em diferentes situações (dentro de campo, fora de campo), entre outros, através do Futebol.

(Fonte2: http://www.slbenfica.pt/Info/Futebol/SectorFormacao/escolasdefutebol_apresentacao.asp)
Em relação à Metodologia de Treino, compreendendo o jogo de Futebol como um contexto em que os desportistas estão constantemente a tomar decisões em função dos seus companheiros de equipa, dos adversários, e posição/deslocamento da bola, qualquer exercício de treino tem como objectivo treinar competências para que esses desportistas saibam tomar as decisões mais correctas em contexto de jogo. Nesta lógica exercícios de treino de habilidades como o passe (por exemplo: 2 desportistas frente a frente a treinar passe), não tem lógica de ser, porque num jogo de futebol, por exemplo, quando dois jogadores da mesma equipa se encontram sozinhos quando fazem um passe tem que ter sempre em conta a posição do seu adversário para evitar que a bola não seja interceptada. Então habilidades como o passe, ou o remate são meio para atingir um objectivo (por exemplo o golo), e não um fim si mesmo.
Todos os exercícios treino têm por base princípios de jogo, que levam ao treino de competências nos desportistas, para que estes tomem as melhores decisões possíveis em contexto de jogo.


(Fonte3: http://www.slbenfica.pt/Info/Futebol/SectorFormacao/escolasdefutebol_metodologia.asp)
Em termos organizacionais, a Escola de Futebol divide os alunos em diferentes turmas, juntando alunos da mesma idade. Podendo as turmas ter desportistas mais novos que a média das idades da turma, sendo miúdos que estão a um nível superior aos da sua idade. Como existe a preocupação dos alunos estarem em constante evolução, os estímulos existentes no treino têm que levar a uma constante superação, neste sentido tem que se adequar as turmas á necessidade dos alunos, procurando que já disse anteriormente a superação/evolução e evitar a desmotivação.
(Fonte 4: http://www.slbenfica.pt/Info/Futebol/SectorFormacao/escolasdefutebol_metodologia.asp)
Posso então dizer que a lógica do treino da Escola de Futebol do Sport Lisboa e Benfica, foi de encontro a forma como penso o Futebol, ou seja, mais do que treinar habilidades e depois aplicá-las no jogo, é necessário treinar a tomada de decisão (raciocínio), porque um bom jogador é aquele que sabe tomar as melhores decisões perante os problemas que o jogo lhe apresenta. Um bom profissional em qualquer trabalho é aquele que consegue sabe tomar a melhores decisões, e aplicá-las do seu contexto laboral. Mais do que formar bons executantes, é necessário formar bons Homens.
António Ferreira


