quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Resumo do Seminário ADE/ANTF – O Processo Ofensivo
Esta semana tivemos na nossa cidade a presença de uma ilustre figura do futebol, o Prof. Francisco Silveira Ramos. Esta presença foi despoletada pela organização do I Seminário Técnico realizado entre a A. D. Estação e a Associação Nacional de Treinadores de Futebol. Durante a sessão de trabalho foi debatido o tema “Processo Ofensivo”. Através de uma interacção permanente com os participantes presentes, o prelector caracterizou devidamente este processo. O primeiro desafio colocado à plateia foi propor uma definição para o Processo Ofensivo. Depois de momentos de interacção com o público, conclui-se que fazem parte do processo ofensivo todas as acções realizadas com a intencionalidade de atingir a baliza adversária. Precedido de alguns momentos de debate acerca do momento onde se inicia este processo, chegou-se à conclusão que é no instante em que a equipa recupera a posse de bola. Apesar das conclusões anteriores, uma equipa pode ter a bola e não ter como prioridade atingir a baliza do adversário, bem como uma equipa que não a tem, estar com uma atitude tão pressionaste, que a sua intenção é predominantemente atacar, mas de facto, só quando recupera a bola é que consegue materializar esta acção ofensiva. Depois da definição deste processo de jogo, foram discutidos os métodos inerentes ao mesmo. O Professor Silveira Ramos, definiu Método de Jogo Ofensivo como um conjunto de procedimentos que nos permite desenvolver as acções, desde a recuperação da posse de bola até à finalização. Um destes métodos é o tão conhecido contra-ataque que poderá ser realizado de uma forma livre ou planeada. Este último, historicamente começou a ser mais evidenciado no tempo em que o Domingos e o Kostadinov jogavam no F.C.Porto. No jogo, este método deverá permitir que a equipa adversária se posicione ofensivamente, obrigando a equipa que estrategicamente opte por este método, tenha uma organização defensiva coesa. O ataque rápido dá-se com acções ofensivas também num curto espaço de tempo, distinguindo-se do contra-ataque por não haver situação de vantagem em três variáveis: a) espaço disponível para atacar; b) tempo disponível para atingir a baliza do adversário; c) superioridade numérica por parte da equipa que ataca. A equipa que joga predominantemente através deste método, deverá estar consciente do risco que envolve este estilo de jogo, pois proporciona permanentemente um equilíbrio entre as duas equipas, em espaços mais avançados, permitindo em simultâneo que exista um número considerável de jogadores em espaços defensivos. Finalizando o capítulo dos métodos de jogo o Prof. Silveira Ramos abordou o ataque apoiado, muitas vezes conhecido por ataque organizado ou planeado, manifestando que prefere o termo ataque apoiado, por ser um método que exige que a equipa se posicione, de forma a ter um grande número de apoios ao portador da bola, apoios estes frontais, laterais e à rectaguarda. Estes apoios estão espalhados pelo campo, para que a bola possa circular, proporcionando que através destas acções, o adversário se movimente, retirando-o de zonas com maior aglomeração, abrindo assim caminhos para a baliza adversária.
Na parte da tarde do Seminário o Professor proporcionou aos participantes, que vivenciassem diferentes exercícios, relativos aos métodos de jogo abordados teoricamente na parte da manhã. Durante a sua intervenção o prelector brilhantemente adaptou os conteúdos do processo ofensivo, a treinadores que intervêm com crianças, jovens e adultos, mostrando preocupações na forma como muitas vezes, são preparadas as sessões de treino para os escalões etários mais baixos. Referiu mesmo que no treino as crianças devem enfrentar problemas despoletados pelos exercícios, tendo que ser elas mesmas a encontrar as soluções, devendo ser evitado a cedência de soluções gratuitas. É esta busca de soluções, que permite dotar o praticante com instrumentos que lhe permite chegar à alta competição. Situações estas que eram recriadas pelo Futebol de Rua que cada vez mais está em extinção.
Esperemos que estas situações, que tanto contribuem para o aumento da qualidade da intervenção dos treinadores, sejam proporcionadas muito mais vezes na nossa região.
Ao professor Silveira Ramos, uma palavra de apreço pela permanente disponibilidade em organizar este evento. De facto demonstrou não só as suas qualidades técnicas, mas também Humanas, sobretudo pela forma humilde com que apresentou o seu vasto conhecimento.
(publicado em Tribuna Desportiva 14.12.2010)
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
I Seminário Técnico ADE/ANTF – “O Processo Ofensivo”
"No passado dia 11 de Dezembro a Associação Desportiva da Estação em cooperação com a Associação Nacional de Treinadores de Futebol, organizou o 1º Seminário Técnico, dirigido a treinadores, profissionais da área da educação física e estudantes de ciências do desporto. A sessão teórica foi realizada no Auditório da Escola Sec/3 Quintas das Palmeiras e a sessão prática no Complexo Desportivo da Covilhã. Um Seminário bem organizado, com a plateia composta por diversas caras conhecidas do nosso distrito. Como prelector esteve presente o Prof. Francisco Silveira Ramos, ex. treinador da Federação Portuguesa de Futebol, escritor do famoso livro “Futebol – A Competição Começa na Rua” e actualmente presidente da Direcção da Associação Nacional de Treinadores de Futebol. O tema debatido neste seminário foi O Processo Ofensivo, brilhantemente abordado pelo prelector, que em permanente interacção com a plateia, aprofundou a temática, concluído a sua intervenção com a operacionalização de exercícios de treino no terreno de jogo. O evento terminou com a entrega de diplomas aos participantes, que na generalidade se mostraram muito satisfeitos com esta iniciativa da A. D. Estação. Vítor Rebordão, presidente do clube anfitrião, comentando o evento referiu que “a ADE não é apenas uma escola de formação de atletas, mas também de profissionais que intervêm na área do futebol.” Mencionou que esta será a primeira de muitas iniciativas deste género e que “com a conclusão do Complexo Desportivo da Estação, teremos todas as condições para que estes eventos tenham ainda mais qualidade”. O prelector Prof. Silveira Ramos referiu: “faço questão de estar presente, porque tenho em muito boa conta o trabalho que a ADE faz, é, e vai continuar a ser cada vez mais um pólo de desenvolvimento do futebol desta zona”. Acrescentou ainda que a vinda à Cidade da Covilhã “é um reconhecimento institucional da Associação Nacional de Treinadores de Futebol do esforço e dedicação da ADE para desenvolver a modalidade”. Uma iniciativa que segundo os responsáveis da Estação será para repetir já no próximo ano."
(in Tribuna Desportiva 14.12.2010)
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Scouting
Scouting é uma expressão muito usada nos dias de hoje! Mas afinal qual o significado deste estrangeirismo?
O futebol evoluiu de tal forma, que todos os pormenores podem ser determinantes no resultado de um jogo. Uma das actividades mais utilizadas no seio das equipas técnicas é o scouting. O scouting é a actividade que permite o estudo da equipa adversária, através de observação e análises da mesma. Poderá ser realizado com base num determinado jogo, ou num conjunto de jogos. Por vezes, os departamentos de scouting de diversos clubes, são requisitados para realizarem o estudo da sua própria equipa, dando informações aos seus treinadores no decorrer dos jogos, em directo, ou realizando análises de determinados jogos posteriormente à sua realização. Geralmente os profissionais responsáveis pelo scouting, utilizam métodos mistos, que se prendem com a utilização de fichas de observação conjugando-os com os meios audiovisuais. O scouting, permitirá um estudo individual e colectivo da prestação de determinada equipa, em todas as fases do jogo. Voltando novamente à análise do adversário, o responsável pelo scouting, irá fornecer a toda a equipa técnica, dados fundamentais para a preparação semanal dos treinos. Assim, com estes dados, relacionados com informações sobre os modelos de jogo, padrões de jogo, sistemas tácticos, esquemas tácticos, métodos de jogo, características individuais dos adversários, os técnicos deverão potenciar as características do seu próprio modelo de jogo, para que tirem o máximo partido das debilidades do adversário e anular ao máximo as mais-valias da equipa rival, estabelecendo assim um plano de jogo.
Torna-se fundamental que o observador saiba na sua plenitude as características do clube para o qual trabalha, para que durante a sua análise possa, rapidamente cruzar a informação relativa ao adversário, com a informação que dispõe, relativa à própria equipa, sugerindo estratégias de adaptação. Neste sentido, os departamentos de scouting não devem apenas preocupar-se com a equipa adversária, mas também prever a relação dialéctica que se poderá estabelecer entre a sua equipa e o adversário que observam.
A vantagem do conhecimento do adversário, não se prende unicamente com o conhecimento estratégico-táctico do mesmo, mas também com efeito emocional sobre a própria equipa. Quando a informação é passada para os jogadores, normalmente em palestras preparatórias, durante a semana de treino, poderá ter como efeito, um aumento na sensação de confiança e segurança por parte dos elementos do plantel. Fazendo agora um à parte, para ter uma ideia sobre estes efeitos, imagine que vai para determinado local que desconhece na totalidade, a sensação que se pode perder, aumenta naturalmente, pois desloca-se rumo a um local desconhecido. Mas quando se desloca do seu trabalho para casa, caminho que conhece tão bem que até lhe permite centrar-se em pormenores que vão para além do trajecto, a sensação que se vai perder é muito menor, tem total segurança no desempenho dessa tarefa. No jogo de futebol acontece um fenómeno semelhante, quando a equipa conhece o adversário e as suas características, a percepção dos jogadores, é que estão melhor preparados para enfrentar o adversário.
No meu ponto de vista, o trabalho do observador, não termina quando a equipa joga com o adversário estudado. Estes profissionais, deverão realizar uma análise do jogo onde as duas equipas se enfrentaram, no sentido de controlar se realmente o estudo foi bem sucedido, e se as estratégias usadas para vencer o adversário foram colocadas em prática com sucesso.
REMATES:
A Associação Desportiva da Estação em cooperação com a Associação Nacional de Treinadores de Futebol, organizará, no dia 11 de Dezembro, um Seminário Técnico sobre o “Processo Ofensivo” no Futebol. Como prelector deste seminário, teremos o prazer de receber na nossa cidade o Prof. Silveira Ramos, Presidente da Direcção da A.N.T.F. Esperemos que seja uma acção proveitosa para todos os profissionais ligados à área do Futebol.
Artigo Publicado em Jornal Tribuna Desportiva 7.12.2010
João Sá Pinho
joaocspinho@hotmail.com
Artigo Publicado em Jornal Tribuna Desportiva 7.12.2010
João Sá Pinho
joaocspinho@hotmail.com
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Encontros desencontrados com a Rentabilidade Pedagógica
No início da época foi aprovado a realização de Encontros Desportivos, no escalão competitivo Benjamins para o ano 2010/2011, em detrimento do Campeonato realizado na época transacta. Nesta reunião de aprovação de Quadros Competitivos, apenas dois clubes discordaram da realização da competição nestes moldes, foram eles a Associação Desportiva da Estação e a Associação Paúl Cultural e Desportivo.
Para realizar um balanço e equacionar a possibilidade de realizar um campeonato em paralelo a estes Encontros, foi promovido esta semana, pela Associação de Futebol de Castelo Branco, um debate entre os clubes acerca dos Quadros Competitivos do referido Escalão. Não querendo fazer deste artigo uma arma para me manifestar contra os Encontros, pois respeito os princípios da democracia, aceitando o que foi aprovado pela maioria, pretendo fazer uma análise crítica a este tipo de Competição.
Para os menos esclarecidos, os encontros são competições isoladas, realizadas de 15 em 15 dias, onde se junta num recinto desportivo 4, 5 ou 6 clubes, que disputam jogos entre si, podendo realizar numa manhã 4, 5 ou 6 jogos de 20 minutos.
Considerando que a introdução na competição formal não deve ser feita de uma forma repentina, respeitando assim o Principio da Aprendizagem intitulada de Progressão, que refere que os estímulos deverão ser progressivamente mais intensos e complexos ao logo do tempo, penso que deve haver uma mistura ponderada entre encontros competitivos festivos e a competição apresentada de uma forma mais formal (o campeonato), permitindo que o jovem futebolista entre assim, no escalão seguinte (Infantis) com uma adaptação realizada de uma forma progressiva e gradual.
A minha posição, nada tem a ver com a necessidade de classificar equipas ou com a luta obsessiva por quem ganha ou perde. Apesar de ter a noção de que qualquer que seja o Quadro Competitivo, a criança vai ter um instinto natural para se comparar com o(s) seu(s) adversário(s), pois a competição é instintiva e acontece em todos os momentos da vida, seja no desporto, na escola ou num outro contexto social.
Para que pudesse realizar uma análise mais fidedigna e responsável deste tipo de eventos, desloquei-me no passado dia 13 de Novembro a um encontro realizado na região. Ainda tive o cuidado de realizar alguns contactos telefónicos para saber como correram outros encontros realizados em simultâneo. Conclui que quem pensava que iria tirar carga emocional à competição, pelo facto de se realizar encontros, esteve iludido este tempo todo, pois verificou-se que crianças de 9 e 10 anos também choram nos encontros, porque perder jogos, pois para eles perder não é motivo de alegria, naturalmente! Assisti ainda a crianças a fazerem contas para saber se ficaram em 1º, 2º, 3º ou 4º lugar! Portanto o problema não será a classificação! O problema será os adultos? Será o medo de cair em tentação, de não se controlar dando demasiada importância ao resultado, em vez de estarem preocupados com a formação qualitativa das crianças? Será a tentação de olhar para o jornal e gabarem-se da classificação da sua equipa? Problema também, será saber se alguns adultos têm capacidade pedagógica de gerir a vitória e a derrota, diminuindo o reflexo do resultado do jogo na carga emocional das crianças. Estamos a resolver o problema das crianças ou dos adultos?
O problema do mais e do melhor! Nos encontros organizados, estava contemplado que existissem equipas a disputar jogos durante 120 minutos, divididos por 6 períodos de 20 minutos (numa manhã), estou a falar em crianças de 9 e 10 anos. Lembro ainda, que o jogo de escalão sénior (Adultos) dura apenas 90 minutos. Neste sentido: (1) Considerando que cada criança realiza metade do tempo regulamentar, o fisiologicamente aceitável, para que crianças desta idade consigam manter um nível de jogo aceitável – 60 minutos (tempo de competição praticado num dos encontros de Benjamins realizado no distrito); (2) que as crianças competem de 15 em 15 dias. Conclui-se assim, que totalizam um tempo de jogo mensal de 120 minutos.
Comparando com a competição do ano passado: (1) que dividia o jogo em 4 partes de 12 minutos, que perfaziam um total de 48 minutos por jogo; (2) que as crianças competiam todas as semana; Conclui-se que totalizavam um tempo mensal de 192 minutos.
Sabendo que 192 é maior que 120, e que actualmente tanto se apregoa que as crianças tem cada vez mais, um estilo de vida sedentário e que o contacto com a bola e com a modalidade é cada vez mais importante para a formação do jovem desportista, parece-me que existe alguma falta de ponderação, na decisão do melhor caminho para os nossos jovens. Espero que a decisão de competir de 15 em 15 dias não seja reflexo da inconsciente falta de vontade dos adultos em acompanhar as crianças todas as semanas. Ainda para aqueles que caírem em tentação de dizer que os encontros são de 120 minutos, e que a criança pode praticar futebol durante 120 minutos por encontro, eu previamente respondo que MAIS não é MELHOR! E ainda, mais uma vez refiro, que a partir da uma hora de prática, a qualidade do jogo decresce drasticamente, e por muita vontade que a criança tenha em participar no jogo não consegue, porque não possui capacidade biofisiológica para tal. Concluindo, a criança neste quadro competitivo deixa de jogar cerca de 10 horas por ano. Futebol de rua? Parece que já não faz falta! Estilo de vida sedentário. Já não é problema!
REMATES:
- Sem qualquer receio das criticas eu assumo publicamente a minha opinião. Triste é saber que existem pessoas, com responsabilidade em clubes na região, e que se manifestaram defensoras dos actuais quadros competitivos, por verem que muitos agentes desportivos e sociais não concordam com a competição nestes moldes, vêm cobardemente para a praça pública dizem que foi o Prof. João Sá Pinho, que intercedeu para que os encontros fossem uma realidade. Pena que personalidade, responsabilidade e ética profissional não se vende nem se compra!
Artigo Publicado em Jornal Tribuna Desportiva 23.11.2010
João Sá Pinho
joaocspinho@hotmail.com
terça-feira, 16 de novembro de 2010
O Modelo de Jogo
O Modelo de Jogo (MJ), é o núcleo de toda a organização dos comportamentos que a equipa deve adoptar dentro de campo, em diferentes situações. Estes princípios dão suporte à intervenção do treinador, que o operacionaliza, através de exercícios propostos nas sessões de treino. José Mourinho (2006), afirmou que ter um modelo de jogo definido é o mais importante para uma equipe de futebol, e tal modelo é um conjunto de princípios que dão organização a sua equipe por isso deve ter relevância especial desde o primeiro dia de trabalho. O senso comum, vulgarmente confunde o MJ com o sistema táctico, que representa apenas uma estrutura orientadora da distribuição dos jogadores pelo terreno de jogo (ex. Gr-4-3-3 ou Gr-4-4-2). Este Sistema apesar de ser parte integrante do Modelo de Jogo, visto por si só, transmite uma imagem bastante redutora da dinâmica que uma equipa pode apresentar dentro de campo, pois ele não está directamente associado a comportamentos adoptados pela equipa, nem tão pouco à relação que uma equipa estabelece com a outra. Segundo Castelo, J., 2009 (p. 37) o Modelo de Jogo adoptado deverá derivar das concepções de jogo do treinador, das adaptações relativas às capacidades reais dos jogadores e, das suas possibilidades de evolução num futuro próximo (margem de progressão). Assim, a equipa com o modelo de jogo, deverá perceber como se deve comportar nas diferentes fases dos jogo, de forma a que todos saibam qual o papel que desempenham, isto para que a dinâmica da equipa se dê pela participação “sincronizada” de todos os elementos que a constituem. A equipa, através do seu MJ, manifesta um projecto, um traçar de caminhos devidamente planeados, caso se depare com a situação X, Y ou Z. Neste sentido, existe uma série de informação previamente tratada para reduzir o tempo de resposta da equipa, quando se depara com os diferentes contextos, escolhendo o caminho mais rentável para a situação do momento, à semelhança do que foi treinado. Segundo Campos, C., 2008 quando a dinâmica é caótica, o número de resultados comportamentais é infinito. Consequentemente quando a equipa se depara com uma situação contemplada pelo MJ e previamente treinada, tende a reduzir o tempo de resposta e a aumentar a eficácia de actuação perante essa mesma situação.
Pretendo com isto referir que o modelo de jogo dá a conhecer os caminhos/hipoteses à equipa, dando-lhe a possibilidade de escolher aquele que considera mais vantajoso, nunca sendo uma estrada apenas com sinais de obrigatoriedade. Caso isso acontecesse, iria inibir comportamentos de decisão, criatividade e adaptação ao contexto.
Carvalhal, C. (2002) refere que o guião de todo o processo deverá ser o Modelo de Jogo Adoptado. O modelo de jogo está dependente de um sistema de relações que vai articular uma determinada forma de jogar, não uma forma de jogar qualquer, mas baseada numa estrutura específica.
O Modelo de jogo deve ser encarado como um conjunto de informações adaptáveis à equipa, aos jogadores, aos jogos, à competição e à evolução de todos estes factores durante a época desportiva.
“Compreender as entrelinhas do discurso de alguém é o caminho para a conhecer!”
Artigo Publicado em Jornal Tribuna Desportiva 16.11.2010
João Sá Pinho
joaocspinho@hotmail.com
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