quarta-feira, 20 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
Insucesso Escolar – e o Desporto Pá!
A educação é algo de fundamental na formação do Homem, preparando-o para as exigências da sociedade. O sucesso de um indivíduo e o desenvolvimento de uma sociedade advêm, em grande parte, da educação. Deste modo, torna-se fundamental reflectir sobre o insucesso escolar em Portugal e adoptar medidas que invertam estes resultados negativos no nosso país.
Como é do conhecimento de todos, Portugal é um país que revela uma fraca percentagem de êxito, nomeadamente a nível da Matemática e das Ciências.
Por este motivo, é urgente implementar métodos que sejam centrados nas necessidades do aluno, que lhe proporcionem melhores condições de aprendizagem e consequentemente um melhor aproveitamento.
Como refere Toffler, A. “As escolas do futuro, se quiserem facilitar a adaptação à vida posterior, terão de tentar experiências muito mais variadas. Aulas com diversos professores e um só estudante; aulas com diversos professores e um grupo de estudantes; estudantes organizados em unidades de trabalho temporário e equipas de projecto;” Há tanto tempo disse isto? Pois é! Quase à 40 anos! É pena que as tomadas de decisão em relação a esta matéria, sejam meramente focadas sobre percentagens, deixando de lado os padrões de qualidade de ensino.
As taxas de insucesso e de abandono escolar em Portugal, constituem uma grande problemática nos dias de hoje, estas duas variáveis estão intimamente ligadas, pois o insucesso escolar, entendida como a retenção num ano de escolaridade, geralmente antecede o abandono escolar.
Acredito que seja necessário então criar actividades que motivem os alunos a aprender. Nas quais sintam a utilidade dos instrumentos que lhes são transmitidos, pela resolução de problemáticas vividas, relacionando vários conteúdos programáticos. Desde o inicio do ciclo de aprendizagem, a criança deve criars um habito de trabalho, de gosto pela aprendizagem e também de capacidade de articulação das diferentes matérias para a resolução de problemas.
Neste sentido, penso que a actividade desportiva é um meio que apresenta uma potencial relevante, podendo contribuir para o enriquecimento do sucesso escolar. Vejamos: a) a maior parte das crianças e jovens, apresentam uma motivação natural para a participação em actividades desportivas. b) à actividade desportiva podem estar associados conteúdos de diversas áreas do saber. Assim, tendo em conta estas duas premissas concluímos que: através de situações desportivas práticas/experimentais, os alunos poderão compreender os conteúdos de diferentes disciplinas, com uma forte motivação para trabalharem sobre elas. Para além de tudo isto, paralelamente, conseguirá incutir-se às crianças e jovens um estilo de vida saudável.
Infelizmente, parece-me que tudo isto contraria as medidas tomadas em relação ao desporto em geral. De facto não se dá a devida importância. Talvez seja melhor contribuir com estilos de vida sedentários e todas as doenças associadas. Quem ganha com isso? Fica ao critério de cada um!
REMATES
Imaculada! É a época do FCP até à data. Um feito notável cheio de justiça. Lamentável a falta de Fair Play esteve presente no último jogo, protagonizada por um adversário digno, mas que não soube perder! A evidencia espelhada no mundo do desporto, que o problema do país não é apenas financeiro!
Mais um contributo que o desporto pode dar na formação do Homem, caso seja devidamente potenciado em meio escolar… a transmissão de valores sociais e humanos!
Artigo Publicado no Jornal Tribuna Desportiva 5.04.2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Treinar para quê?
Parece-me consensual que para uma equipa ter sucesso nos confrontos com os seus adversários, é fundamental que esteja bem preparada, sendo que para isso haja rendimento nas unidades de treino. Consideramos que o treino é o principal meio para aumentar o rendimento da equipa no jogo.
É o treino que vai dar a conhecer os comportamentos que a equipa deve ter nos diferentes momentos da competição. O treino vai fazer com que a personalidade da equipa seja cada vez mais forte, proporcionando um aumento da identificação com sua forma de jogar. Segundo Barbosa (2003) o treino possui uma importância de especial destaque uma vez que é nele, e a partir dele, que se possibilita aos jogadores a apreensão e assimilação de determinados comportamentos pretendidos em Jogo.
O treino não deverá ser encarado como um fim, mas como um meio para atingir um determinado objectivo definido pela estrutura técnica e directiva do clube. Depois de um diagnóstico das potencialidades individuais e colectivos da equipa, surgem uma serie de processos relacionados com a planificação, integrando factores como o modelo de jogo a adoptar, as carências a colmatar, as capacidades a potenciar e as características da competição com que a equipa se vai deparar. Neste sentido, o treinador deverá preparar a sua prescrição, identificando quais as componentes activas dos exercícios que vão levar a atingir os objectivos definidos. Estes objectivos, deverão estar em permanente ajuste, à medida que a equipa evolui, tendo o treinador a obrigação de fazer aumentar a complexidade e exigência do treino, de uma forma proporcional ao percurso evolutivo da equipa.
No meu ponto de vista, o treino deverá ser contextualizado, recriando o mais aproximadamente possível, as situações que decorrem no jogo. O ideal será chegar mesmo ao limite de recriar contextos que representem os problemas impostos pelo adversário. Quando o anteriormente referido acontece, iremos atingir um nível de especificidade, que permitirá aos jogadores transferir para a competição, os conteúdos abordados, levando a equipa a atingir o máximo rendimento. Mesmo em treino, a competição deverá estar maioritariamente presente, pois além de ser um meio de motivação dos jogadores para desempenhar as tarefas propostas, é uma forma de fazer emergir o conjunto de sentimentos e emoções presentes no jogo.
As diferentes situações de treino deverão proporcionar uma série de possibilidades decisionais, semelhantes à competição. Os exercícios de hipótese única, poderão limitar a capacidade decisional do jogador e da equipa. A decisão a tomar deverá ser realizada pelo jogador e não, comandada pelo treinador. O treinador terá o papel de dotar os seus jogadores, com instrumentes que os auxiliem nas suas tomadas de decisão, permitindo que eles sejam capazes de seccionar a informação pertinente, presente nos diferentes momentos do jogo, resolvendo assim os problemas impostos, com o máximo de rendimento possível.
REMATES
- Lamentavelmente Carlos Queiroz escolheu o timing e as formas menos próprias de mostrar a sua indignação. Caiu num desgoverno que o fez perder a sua compostura. O Homem reconheceu o erro o que fica sempre bem: “Se calhar fui cruel, violento, impróprio, se calhar até injusto.” Mais uma novela, na Selecção Nacional!
Artigo publicado no Jornal Tribuna Desportiva de 29.03.2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
DESABAFO: Aqui há talento!
No ciclo infernal em que vivemos nos dias de hoje, o sentimento do medo de cair sem controlo num abismo chamada crise é um facto constante. Sente-se a insegurança do povo e dos líderes políticos, transmitindo a ideia de que ninguém sabe como se dá a volta à situação. União é fundamental? Como alguém disse outrora “a união faz a força”. Cá no interior, pode haver dois sentimentos relativos à situação em que vivemos: 1) a crise aqui vai demorar mais tempo a chegar! 2) Se os do litoral não se estão a safar, coitadinhos de nós! Desculpem o desabafo e a frontalidade, desde que estou por estes lados das encostas da Serra da Estrela, senti muitas vezes a existência de uma ligeira apatia, à sombra da conversa da interioridade! “Estamos cá, longe de todos!”, “Cada vez isto está mais deserto!”, “Não nos apoiam!”, “…”. E vocês perguntam-me: E não é verdade? Eu sou obrigado a concordar! Todos nós sabemos a distância a que estamos de Lisboa, Porto, Espanha, etc. Todos nós sabemos que cada vez há menos gente. Todos nós sabemos que cada vez há menos apoios do poder central! São factos muito difíceis de mudar. No entanto, ficar de braços cruzados à sombra da conversa da interioridade, não me parece a melhor opção! Há soluções? Não sei, nem tão pouco me considero a pessoa especializada para falar sobre o assunto. Mas uma coisa tenho a certeza, no interior há talento, há capacidade, há competência e gente capaz de melhorar a situação. Desde que não se passe a vida a bater nos NOSSOS de cá. Às pessoas que podem impulsionar a NOSSA região, nós passamos a vida a destruir-lhes a imagem, não lhes dando o apoio merecido, como se diz na gíria, passamos a vida a “dar tiros nos pés”! Batemos nos nossos - Batemos em nós! Porque pensamos demais no nosso umbigo, em vez de pensarmos nos NOSSOS umbigos, não encontramos estratégias para camuflar as nossas debilidades e projectar as nossas potencialidades. No desporto isto traduz-se em exemplos, muito actuais e fáceis de entender: desde clubes geograficamente mais interiores que não se unem, permanecendo competitivamente mais fracos, relativamente aos clubes com uma base de recrutamento maior; profissionais e desportistas que representam clubes do nosso distrito, ou seja “representam-nos a nós”, disputando primeiras divisões, ligas e campeonatos nacionais, são permanentemente alvos de entoadas cantigas de escárnio e mal dizer; árbitros internacionais que nem na terra são acarinhados em fases menos boas; diversas modalidades com actividade no distrito e com fantásticos resultados desportivos não são reconhecidos; …e muito mais… Se não são os de cá, os NOSSOS, a acarinha-los, a defendê-los, a motivá-los, a valorizá-los e a projectá-los, não são os outros que o farão! O lema “ quem é de fora é sempre melhor”, é mau para todos nós! O sucesso dos nossos, dos da terra, abrirá portas para os nossos! É uma responsabilidade e uma atitude de gratidão, para quem viveu e sentiu a força de um grupo/comunidade que empurrou alguém para o sucesso. Projectar os congéneres é quase uma obrigação moral quando nos encontramos na ribalta. Na crise, na competição, na profissão, no desporto, enfim, na vida, a definição de estratégias de cooperação, tendo em conta os constrangimentos do contexto são fundamentais para o nosso sucesso e para o sucesso dos nossos.
REMATES
- Ser de cá ou tornar-me de cá é e tem de ser motivo de orgulho! Não confundamos interioridade com inferioridade!
- Agrada-me o facto de o Sporting C. P. estar a encontrar soluções para voltar a ser o grande que tanta falta faz ao futebol português. Preocupa-me no entanto, o facto dos candidatos exporem-se em áreas que não são deles. Em debate televisivo, chegaram ao ponto de declararem os sistemas tácticos em que a equipa jogará, caso vençam as eleições. Será que o treinador também irá definir políticas de crescimentos dos associados, ou mesmo políticas de investimento? Neste nível não me parece que se possa confundir papéis ou funções! Espero que não se torne moda.
Publicado no Jornal Tribuna Desportiva de 15.03.2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
O DESPORTO PARA ALÉM DO FUTEBOL
Cada vez mais cedo a criança inicia a sua prática desportiva. Se por um lado é fundamental que desde tenra idade esta criança tenha um estilo de vida saudável, associado a uma equilibrada alimentação e prática desportiva regular, por outro deve ser uma preocupação, a forma como esta introdução no mundo desportivo é realizada. Quanto mais nova é a criança, mais diversificada, deve ser a prática desportiva, proporcionando que esta tenha o prazer de usufruir de um vasto conjunto de vivências, que por sua vez, lhe proporcione um desenvolvimento em todas as suas dimensões. Hoje em dia, discute-se entre os profissionais do Desporto o tema Especialização Desportiva Precoce da Criança e Jovem. Sem dúvida que deverá existir uma especialização mas, no momento certo e precedido de um conjunto de bases gerais desportivas. A Educação Física tem aqui um papel fundamental, dando a conhecer uma diversidade de modalidades e vivências desportivo-sociais, proporcionando que a criança ou jovem opte mais tarde, por aquela em que se sente mais motivado(a). Analisando friamente os caminhos desportivos que dão continuidade ao trabalho realizado na Educação Física, o praticante poderá encontrar aqui uma grande barreira. A oferta desportiva na nossa região está monopolizada por algumas modalidades, e o que para a criança será uma motivação diferente da norma, rapidamente se poderá transformar num caminho desportivo manipulado e empurrado para esta ou aquela modalidade, que se encontra disponível no distrito, cidade, vila, aldeia ou lugar. Deixo algumas questões para futuras reflexões: Para além da Educação Física que seguimento tem a prática desportiva da criança ou jovem? Que aproximação existe aos clubes, promovendo uma aproximação ao meio competitivo? É certo que existem mais que uma ou duas modalidades no distrito! Mas que aproximação às escolas e à comunidade em geral têm estes? Que contacto marcante existe entre os clubes e as crianças, jovens e encarregados de educação? Para as modalidades que já existem: que politicas de comunicação devem ter, para se possam aproximar às respectivas populações alvo? Para outros responsáveis desportivos: que reconhecimento e promoção fazem para que as modalidades com menos destaque informacional possam ter o merecido protagonismo?
Esta reflexão sobre a especialização precoce, no nosso distrito, que considero “quase uma especialização obrigatória”, poderá ser ainda mais profunda! Evitando esta especialização prematura, o ensino de determinadas modalidades não deverão contemplar vivências noutro tipos de modalidades? (ex. Um clube de futebol não deverá proporcionar às suas crianças em idades pré competitivas, vivências por exemplo na ginástica?) Principalmente quando falamos dos escalões mais baixos! Neste sentido, poderemos proporcionar a promoção de uma preparação geral e heterogénea do desportista, estando certo que existirá sempre uma transferibilidade de decisões, acções, tarefas, técnicas, tácticas de umas modalidades para outras. Assim, este tipo de vivências só irá enriquecer o portefólio prático do desportista. Neste sentido surge outra questão: será que este tipo de abordagem ao desporto, não evitará o abandono prematuro das modalidades?
Meus senhores e minhas senhoras, para que tenhamos crianças e jovens com uma formação desportiva mais rica, será fundamental que emerjam novos clubes ou novas modalidades, proporcionado que haja uma continuidade e complementaridade ao trabalho desportivo que se faz nas escolas.
REMATES:
1. O Futebol é uma modalidade que continua com bases sólidas no nosso distrito. O facto de haver desportistas desde tenra idade a complementar esta actividade, com a prática de outras modalidades, fará com que se tornem um dia mais tarde, se assim o desejarem e se tiverem condições para tal, futebolistas mais completos;
2. O Gira-Volei será sem dúvida um projecto que irá fazer crescer o voleibol no nosso distrito, sinto que o primeiro ciclo vai receber esta modalidade de braços abertos;
3. O Pentatlo está a evoluir para patamares onde outras modalidades nunca chegaram no nosso distrito, atletas campeões nacionais, atletas em selecções nacionais, atletas em projecto olímpico. O bom trabalho deverá ser reconhecido;
4. Embora ainda em meio escolar a ginástica está a ter expressão em Castelo Branco, desejamos que continue assim a crescer;
5. O atletismo regional, afirma-se claramente a nível nacional, continuemos a apoia-lo;
6. Outras modalidades merecem destaque, desejamos que se aproximem das crianças e jovens, que satisfaçam as suas expectativas, que sejam reconhecidas por todos. Assim, poderão ser difundidas homogeneamente em todos os cantos da nossa região, proporcionando um crescimento do desporto em todo o distrito!
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Equipa técnica: o papel do treinador adjunto
No futebol ou em qualquer outra actividade profissional, o facto de se conseguir controlar e rentabilizar todas as variáveis que envolvem a actividade, é cada vez mais importante e decisivo para encontrar o caminho do sucesso. No caso do futebol são inúmeras estas variáveis, sendo quase sobre-humano o treinador principal controlá-las e contribuir para a melhoria deste tipo de condicionantes. Quanto mais especializada for a equipa de trabalho e o clube onde ela se insere, mais probabilidade tem o treinador principal, de ficar rodeado de técnicos capazes de complementar o seu trabalho, contribuindo para o desenvolvimento de um trabalho eficiente junto do seu plantel. Clubes de top possuem equipas técnicas constituídas por alguns profissionais, com papéis bem claros na sua intervenção. O mais usual é a equipa técnica ser constituída por Treinador Principal, um ou mais Treinadores Adjuntos, Treinador de Guarda-redes, Scouters e em alguns casos, dependentemente da filosofia de treino, poderá existir um Preparador Físico.
Pensar que se consegue controlar tudo sozinho, pode ser um erro fatal, assim como, constituir uma equipa técnica sem conhecer bem as características dos elementos que a compõem.
O treinador adjunto deverá ter um papel fundamental no seio da equipa de trabalho. Mas que características e funções deve desempenhar? Na minha opinião, a confiança recíproca treinador principal – treinador adjunto, deve ser a primeira premissa a ser respeitada. Quando a confiança não existe, cria-se um clima de dúvida e desconfiança, que poderá ser transmitida à equipa, colocando em causa a competência da própria equipa técnica, sendo até usual transmitir as divergências para os jogadores, despoletando a criação de sub grupos no plantel, ligados às diferentes ideologias dos treinadores, diminuído assim a coesão do grupo. Não quero dizer com isto, que o treinador adjunto terá que ter ideias iguais ao do treinador principal, muito pelo contrário. A honestidade de opinião, frontalidade para se manifestar concordância ou discordância, debate, …, são factores indispensáveis para colocar à prova e optimizar a intervenção da equipa técnica. Quanto a mim, o saber ser e estar, tendo a noção dos espaços e tempos indicados para este confronto de ideias também são fundamentais, para a sobrevivência da equipa técnica. A imagem de coesão, cumplicidade, complementaridade, sintonia, …, será a única imagem que poderá passar para o grupo. Caso haja discordância, discussão, confronto, dentro dos limites racionais para se considerar uma equipa técnica, deverá ser sempre em espaços resguardados, completamente privados.
Durante os jogos e treinos, deve haver mais do que uma visão, estrategicamente até poderá haver mais do que um foco atencional, sendo divididas tarefas no que diz respeito às variáveis a observar, permitindo que a equipa de trabalho seja mais eficiente na captação da informação. Apesar disto, deve ficar bem claro que a informação verbal, nos jogos, deverá partir única e exclusivamente de uma pessoa, o treinador principal. Mesmo que a informação do treinador adjunto seja vital para o jogo, o veículo dessa informação, apenas poderá ser o líder do processo. No que diz respeito ao treino, parece-me pouco rentável que treinador principal e adjunto permaneçam durante todo o tempo juntos no mesmo espaço. O facto de se posicionarem em diferentes locais do recinto de treino, permite que tenham diferentes ângulos de visão, diferentes perspectivas, proporcionando a captação de diferentes informações que podem ser importantes para a equipa técnica. A proximidade dos técnicos juntos dos jogadores condiciona os seus comportamentos, levando na generalidade a estarem mais predispostos para a realização das tarefas, com maior qualidade. Por exemplo, quando a equipa realiza um trabalho por sectores, é importante que a equipa técnica se desmultiplique, estando mais próxima e mais interventiva de acordo com os objectivos definidos para cada sector.
Ao nível das relações humanas, o treinador adjunto poderá ter uma maior proximidade dos jogadores, sendo um elemento em que estes se sentem menos inibidos para expressar os seus sentimentos, fazendo do treinador adjunto um veículo do pulsar do grupo para a equipa técnica.
De acordo com a concepção de equipa técnica por parte do treinador principal e do clube, serão distribuídas as tarefas junto dos elementos constituintes, podendo o adjunto ser responsável ou participar activamente na definição de metodologias de trabalho, planificação dos treinos ou de alguns treinos, análise de adversários e da performance da própria equipa, entre outras.
Resumindo, penso que há algumas premissas imprescindíveis para se ser um bom adjunto, cumplicidade, fidelidade, complementaridade em características humanas e em níveis de conhecimento, são parte delas.
Numa visão de futuro, o treinador adjunto poderá recolher informações importantes a utilizar, se porventura assumir um papel principal. Salvaguardando a opinião de que nem todos os bons adjuntos serão necessariamente bons principais, nem todos os principais poderão ser bons adjuntos.
Artigo publicado: Jornal Tribuna Desportiva 15.02.2011
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