sábado, 9 de novembro de 2013

Desporto desde o berço


A criança desde que nasce inicia o seu processo de descoberta! O movimento é um meio extremamente importante para a exploração do ambiente. Durante o seu desenvolvimento, o bebé vai descobrindo maneiras de controlar o seu corpo, primeiro rodando a cabeça para procurar os seus pais, numa fase posterior esticando-se, depois o manipular objetos, seguidamente senta-se, gatinha e por fim começa a andar… normalmente é assim que acontece. Para que a criança tenha um desenvolvimento harmonioso, é preponderante que seja devidamente estimulada para a realização de movimentos motores adequados às suas capacidades. Na verdade, o mundo exterior exerce uma forte influência sobre o desenvolvimento da criança. Assim, as futuras aquisições começam a ser estruturadas desde o nascimento. Tendo o exposto em consideração, os pais devem ter a consciência de que a falta de estimulação para o movimento, em “doses” adequadas, poderão comprometer o desenvolvimento da criança, tendo uma forte influência sobre os aspetos cognitivos, afetivos e sociais.

Se por um lado a atividade física é importante nos bebés, os seus efeitos refletem-se na relação que estabelecem com os seus pais, pois o nível de dependência que o bebé tem, obriga a um forte relacionamento com os seus pais, para que a atividade física se possa desenvolver. Assim sendo, o desporto faz bem ao bebé, faz bem aos pais e fortifica a relação afetiva que ambos estabelecem.

São inúmeras as atividades que se podem realizar para estimular o desenvolvimento das capacidades psicomotoras do bebé. Sem dúvida que as mais ricas são as atividades orientadas por profissionais especializados. Fica a sugestão da natação para bebés.

Esta é uma atividade que se inicia bastante cedo. Sabemos que até ao primeiro ano de vida, a criança começa a perder uma série de reflexos inatos, muito importantes na adaptação ao meio aquático. Esta atividade é um clássico exemplo de que deve ser praticada tão cedo quanto possível. De salientar que infelizmente, nem todas as instalações desportivas estão adaptadas para receber crianças tão novas, portanto, recomendo que se informe das condições das infraestruturas, para que não coloque em risco a integridade do seu bebé. Os benefícios desta atividade são vários, entre os quais destaco o desenvolvimento da psicomotricidade, fortalecimento do sistema cardiorrespiratório, o relaxamento da criança, reforço da sua segurança, independência, desenvolvimento de habilidades vitais e de sobrevivência.

Curiosamente a grande procura da natação para bebés, surgiu após a expo 98, motivada pelo célebre anúncio onde se podia visualizar bebés em meio aquático. Um válido exemplo de que os media poderão ter um impacto importante na aquisição de estilos de vida saudável!

REMATE DA SEMANA: O bebê não é um adulto imaturo, é um ser perfeito, no seu próprio nível de desenvolvimento. Assim, deveríamos afinar as nossas perceções e enriquecermo-nos com o que nos ensina o bebé, aceitando a sua precoce sabedoria." Mozart Alexandre Viotto

Artigo publicado no Jornal Tribuna Desportiva de 8.10.2013

domingo, 13 de outubro de 2013

Desporto turismo, a Serra da Estrela e a Sustentabilidade do Interior…


Se o desporto espetáculo está envolvido pelo grande interesse das populações, o desporto turismo apresenta um potencial acrescentado por três importantes razões: 1) coloca o cliente como protagonista da atividade, proporcionando um importante combate aos flagelos da sociedade atual, hipertensão, obesidade, entre outros; 2) proporciona uma sinergia económica entre diferentes setores como hotelaria, restauração, comércio tradicional, entre outros; 3) promove a redução do stress do dia-a-dia, fazendo com que o praticante se dissocie da rotina, sendo uma atividade equilibradora ao nível psico-emocional, que lhe permite regressar para a sua atividade laboral, num estado de predisposição mais elevado.

Dada a evolução que o turismo desportivo teve nos últimos anos, deixou de ser uma atividade virada apenas para uma sociedade elitista, podendo ser transversal a todas as classes económicas, tornando-se um produto de consumo usual.

Segundo estudos recentes, quanto maior o número de recursos desportivos possui uma região, maior probabilidade tem de atrair turismo. Cada vez mais, quando um turista pondera onde passar as suas férias, procura informações quanto às atividades que poderá realizar no local e nas zonas periféricas.

Na nossa região existem vários recursos disponíveis para a referida prática desportiva, entre eles a Serra da Estrela. A exploração desportiva deste recurso natural, torna-se de certa forma sazonal, pois a referência desportiva são os desportos de inverno, estando estes dependentes das condições climatéricas. Outro constrangimento que impede a prática desportiva neste fabuloso recurso é o facto de estar inserido num Parque Natural, que de certa forma impede que haja uma legal utilização para a prática desportiva, nomeadamente em desportos de aventura como a escalada, percursos pedestres, BTT, corrida de orientação, estre outras.

Apesar de perceber que os locais com mais potencial desportivo da Serra da Estrela estão localizados dentro do Parque Natural, considero que isto não deve ser na sua totalidade impeditivo da prática desportiva, mas sim, permitir a prática desportiva cuidada e devidamente regulamentada, tendo sempre em consideração o fluxo de pessoas que utilizam esse espaço e a frequência de utilização. Na verdade, o desportista de Natureza é normalmente cuidadoso, pois disfruta de um espaço que por si é também valorizado, querendo-o preservar para futuras utilizações.

Dada a sazonalidade dos desportos de inverno, dada a oferta desportiva disponível seria importante pensar em otimização da utilização do recurso natural Serra da Estrela, como forma de promover o turismo desportivo através da criação de percursos pedestres, bike park, escola de escalada, entre outros. Seria importante alguém pensar em disponibilizar on-line roteiros gastronómicos, desportivos e culturais como um todo. Nesses mesmos roteiros assinalar "pontos desportivos", permitir o adequado acompanhamento da prática e desenvolvimento dessas modalidades, fornecendo um conjunto de dados importantes para a avaliação dos seus impactos no espaço natural. Será importante regulamentar, para que o Parque Natural da Serra da Estrela tenha uma lógica de proteção que também contemple a sustentabilidade da região.

Seria importante alguém pensar que ir a um estância europeia a partir de Lisboa, fica tão caro como vir de Lisboa à Serra da Estrela, dados os gastos de viagem (combustível, portagens, …), alojamento, alimentação, atividades realizadas, entre outras. Seria importante continuar a lutar contra os ideais dos iluminados, que colocaram pórticos nos únicos acessos dignos ao interior do país. Será importante continuar a lutar pelo interior do país! E o desporto poderá ser um grande argumento de luta quando associado ao turismo.

REMATE DA SEMANA: “Muitos que lutam pela igualdade, quando se veem beneficiados pela inferioridade mudam de opinião rapidamente.Juan Desidério

Artigo publicado no Jornal Tribuna Desportiva de 24.09.2013

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Os treinadores promovidos pelo (des)mérito!


Por uma lógica de justiça, o treinador com melhor rendimento desportivo, deveria ver o seu mérito reconhecido pelos dirigentes desportivos e ter a oportunidade de treinar clubes cada vez mais prestigiados. Quando falo em rendimento, não me refiro só a títulos, mas sim à relação entre recursos disponíveis (jogadores, infraestruturas, equipamentos de apoio ao treino, staff, entre outros) e resultados alcançados. Mas, na verdade existe uma lógica que transcende o senso comum, que me leva a concluir que em determinadas situações (e são muitas) o mérito pouca influência tem na escolha de um treinador.

Costinha é um exemplo disso mesmo. Enquanto jogador foi extraordinário, ganhando a Liga francesa (1999/2000), Supertaça francesa (2000/2001), Taça UEFA (2002/2003),Liga portuguesa (2002/2003 e 2003/2004), Taça de Portugal (2002/2003), Supertaça Portuguesa (2002/2003 e 2003/2004), Liga dos Campeões da UEFA (2003/2004), Taça Intercontinental (2004). Também ao serviço da seleção teve prestações dignas que ficam na história do futebol português. Mas, quando analisamos o seu percurso pós carreira de jogador profissional de futebol, muitas dúvidas pairam no ar. Ora vejamos, no dia 25 de Fevereiro de 2010, foi anunciado como o novo diretor Desportivo do Sporting Clube de Portugal, tendo desempenhado funções até ser despedido em 9 de Fevereiro de 2011, como se pode avaliar o seu com contributo ao Sporting? A resposta fica para si! Em 2011 ainda assume a função de diretor desportivo do Servette, tendo sido “libertado” no ano seguinte. Qual foi o seu contributo? A resposta fica para si! Em Fevereiro de 2013, Costinha assinou um contrato válido até ao final da época 2012/2013 com o clube Beira Mar, para assumir as funções de técnico principal. Atingiu o objetivo? A resposta fica para si!

Então, como prova do seu (des)mérito tem a oportunidade de treinar o Paços de Ferreira na presente época, equipa com uma herança bastante pesada tendo em conta a brilhante classificação da época passada. Mais… tem também a oportunidade de disputar a Liga dos Campeões. Pois é… a Liga dos Campeões talvez seja uma prova demasiado exigente para o Paços de Ferreira, portanto tolera-se que tenham sido eliminados! Relativamente à primeira liga portuguesa, o Paços de Ferreira ainda não ganhou um único jogo. O calendário também não foi o mais favorável, pois os Castores já defrontaram o Sporting de Braga, perdendo (0-2), já defrontaram o F.C. Porto, perdendo (0-1), já defrontaram o Benfica, perdendo (3-1), é verdade há treinadores com um azar desgraçado! Ups será que se confirma aquele ditado popular que diz que “azar vem de azelha”! Deixando intencionalmente para o fim, o Paços de Ferreira também perdeu com o Olhanense por (1-0), o Olhanense treinado por Abel Xavier que nunca treinou nenhuma equipa e nem sequer adjunto foi... Mais um treinador sem méritos, nem (des)méritos, enfim… sem carreira! Como é que alguém chega a uma equipa profissional do nada? É mais uma história que fica por contar! Algo que rodeia o futebol para além do rendimento desportivo! Mas isso já sabemos à muito!

Remate da semana: “O mundo recompensa mais vezes as aparências do mérito do que o mérito verdadeiro”. François La Rochefoucauld
Artigo publicado no Jornal Tribuna Desportiva de 17.09.2013

Lionel Messi, a prova que ser diferente não é ser pior!


Recentemente tem sido difundido pela web, que Messi é autista. A ser verdade considero algo fascinante! Segundo fui pesquisando foi-lhe diagnosticado aos 8 anos de idade o Síndrome de Asperger, conhecida como uma forma mais ligeira de autismo. Apesar deste diagnóstico ter sido pouco divulgado, talvez para proteger o jogador, o que é certo é que um olhar mais atento sobre o comportamento do craque do Barcelona, leva-nos a encaixar as peças do puzzle a suspeitar que é algo que faz sentido.

Para que possamos contextualizar, é importante referir que ter síndrome de Asperger não é nada negativo. Apenas apresentam algumas caraterísticas que os distingue das outras pessoas, apresentando dificuldades de socialização, atos motores repetitivos e interesses muito estranhos.

Segundo  Nilton Vitulli, pai de um portador da síndrome de Asperger e membro atuante da ONG Autismo e Realidade e da rede social Cidadão Saúde,  os autistas estão sempre a procurar adotar um padrão e repeti-lo exaustivamente”.  Nilton Vitulli explica também que, graças à memória descomunal que os autistas têm, Messi provavelmente deve conhecer todos os movimentos que podem ocorrer, por exemplo, na hora de finalizar, como se previsse os movimentos do guarda redes”.

A grande desvantagem dos autistas no mundo do desporto, segundo refere Vitulli, é que estes não são tão criativos, apenas repetem o que sabem fazer. Refere ainda que “Cristiano Ronaldo e Neymar criam muito mais. Mas também erram mais”.

Se repararmos neste fabuloso jogador fora de campo, podemos retirar ainda mais indícios que vem reforças esta suspeita. Messi apresenta dificuldades de comunicar, manifesta um desinteresse por eventos sociais, sente-se desconfortável nas entrevistas coçando a cabeça, movimentando desnecessariamente as mãos; não dá grande importância a momentos de fama, dinheiro, mulheres e noites.

Giselle Zambiazzi, presidente da AMA Brusque, (Associação de Pais, Amigos e Profissionais dos Autistas de Brusque e Região, em Santa Catarina), também não tem muitas dúvidas que Messi encaixa no perfil de autista, referindo “o olhar que ‘não olha’ é o mesmo que vejo em todos”. Fazendo a análise de uma jogada refere “ ele foi levando a bola até estar frente a frente com um adversário. Era o momento de encará-lo. Ele levantou a cabeça, mas, desviou o olhar. Ou seja, não houve comunicação. Ele simplesmente se manteve no seu caminho, no seu objetivo, foi lá e fez o golo”.

A ideia de uma das maiores celebridades do mundo ser um autista não surpreende, mas na minha opinião, é fascinante. Sabemos que não é caso único, suspeita-se que figuras que marcaram a história mundial como Albert Einstein, Bill Gates , Vincent van Gogh, tinham caraterísticas de autistas.

REMATE DA SEMANA: "Não é que você seja diferente, mas é que ninguém consegue ser igual a você.” William Shakespeare

 

“Prever” o futuro é estar mais próximo de ganhar!


O futebol evoluiu de tal forma, que todos os pormenores podem ser determinantes no resultado de um jogo. No sentido de dar resposta ao conhecimento do jogo, qualquer equipa técnica de um clube minimamente organizado tem ao seu dispor um departamento de scouting. O scouting é a atividade que permite o estudo da equipa adversária, através de observação e análises da mesma. Poderá ser realizado com base num determinado jogo, ou num conjunto de jogos. Os departamentos de scouting de diversos clubes, são responsáveis também por realizar o estudo da sua própria equipa, dando informações aos seus treinadores no decorrer dos jogos, em direto, ou realizando análises de determinados jogos posteriormente à sua realização. Geralmente os profissionais responsáveis pelo scouting, utilizam métodos mistos, que se prendem com a utilização de fichas de observação conjugando-os com os meios audiovisuais e informáticos. O scouting, permitirá um estudo individual e coletivo da prestação de determinada equipa, em todas as fases do jogo.

Relativamente ao estudo do adversário, o departamento de scouting, irá fornecer a toda a equipa técnica, dados fundamentais para a preparação semanal dos treinos. Assim, com estes dados, relacionados com informações sobre os modelos de jogo, padrões de jogo, sistemas táticos, esquemas táticos, métodos de jogo, características individuais dos adversários, os técnicos deverão potenciar as características do seu próprio modelo de jogo, para que tirem o máximo partido das debilidades do adversário e anular ao máximo as mais-valias da equipa rival, estabelecendo assim um plano de jogo.

Torna-se fundamental que o observador saiba na sua plenitude as características do clube para o qual trabalha, para que durante a sua análise possa, rapidamente cruzar a informação relativa ao adversário, com a informação que dispõe, relativa à própria equipa, sugerindo estratégias de adaptação.

A vantagem do conhecimento do adversário, não se prende unicamente com o conhecimento estratégico-tático do mesmo, mas também com efeito emocional sobre a própria equipa. Quando a informação é passada para os jogadores, normalmente em palestras preparatórias, durante a semana de treino, poderá ter como efeito, um aumento na sensação de confiança e segurança por parte dos elementos do plantel. Para ter uma ideia sobre estes efeitos, imagine que vai para determinado local que desconhece na totalidade, a sensação que se pode perder, aumenta naturalmente pois desloca-se rumo a um local desconhecido. Mas quando se desloca do seu trabalho para casa, caminho que conhece tão bem que até lhe permite centrar-se em pormenores que vão para além do trajeto, a sensação que se vai perder é muito menor, tem total segurança no desempenho dessa tarefa. No jogo de futebol acontece um fenómeno semelhante, quando a equipa conhece o adversário e as suas características, a perceção dos jogadores, é que estão melhor preparados para enfrentar o adversário.

No meu ponto de vista, o trabalho do observador, não termina quando a equipa joga com o adversário estudado. Estes profissionais, deverão realizar uma análise do jogo onde as duas equipas se enfrentaram, no sentido de controlar se realmente o estudo foi bem sucedido, e se as estratégias usadas para vencer o adversário foram colocadas em prática com sucesso.

REMATES: “O nosso caminho não é desenhado por estrelas nem indicado por planetas, mas tão só pelas decisões que tomamos ou deixamos de tomar” Gwen-Hael Denigot

Mercado de Transferências...A janela que nunca mais fecha.


Durante a passada semana ouvimos nos meios de comunicação social, os treinadores do F.C. Porto, S. L. Benfica e S. C. Portugal,  desejarem que o dia 31 de agosto chegue rapidamente.  A razão é simples, esta é data que encerra o mercado de transferências de verão. Qualquer clube que esteja disposto a pagar as cláusulas de rescisão de determinado jogador, poderá vê-lo transferido, desde que essa seja a vontade do mesmo. Esta fase de transferências que coincide com as primeiras jornadas do campeonato nacional, deixa os treinadores com alguma angústia, pela probabilidade de perder os seus principais jogadores e pela consequente instabilidade que isso pode criar.

Compreende-se que as equipas técnicas preparam a equipa durante a pré-época, para que no início do campeonato, sejam operacionalizam as suas estratégias, consolidando-as nas primeiras jornadas do campeonato. A instabilidade poderá aparecer por duas razões, ou pelo jogador que perde rendimento pela incerteza de não saber onde vai exercer a sua atividade profissional, ou pelo grupo de trabalho (estrutura técnica, diretiva e plantel) sentir que poderá perder determinado jogador, com elevada influência na dinâmica da equipa.

Segundo o diretor executivo da Associação Europeia de Ligas profissionais Emanuel Medeiros, “importa ter em conta o que dispõe a regulamentação da FIFA, que, no fundo, funciona como base de orientação para que, a nível nacional, as várias Ligas estabeleçam os períodos de transferência que consideram mais adequados à sua realidade desportiva". Apesar disso, a UEFA acaba por controlar as datas de fecho através da inscrição de jogadores para as suas competições, como acontece com a Liga dos Campeões e a Liga Europa.

Acrescento ainda que existem ligas em que os períodos de transferência se prolongam, como é o caso da Liga Francesa e a Liga Russa, estas com algum poder financeiro que faz perlongar também o risco de perda de jogadores depois do dia 31 de agosto.

Se por um lado verifica-se esta angústia pela hipótese dos clubes perderem jogadores, por outro lado, obriga-os ter uma estratégia bem definida, que minimize a saída dos seus ativos. Apesar de perceber este sentimento que assombra os treinadores portugueses, relembro que estas perdas poderão acontecer naturalmente em algumas situações, aos quais passo a citar:

a)      A infeliz possibilidade de um jogado se lesionar.

b)      Os castigos disciplinares que os jogadores estão sujeitos.

c)       O período de transferências de inverno que decorre no mês de janeiro

Tendo tudo isto em conta, verificamos que durante toda a época os clubes devem estar preparados para perder ou ganhar jogadores, apesar de perceber e respeitar o clima de incerteza que o mercado de transferências provoca, não vejo isso como um drama. Os melhores clubes devem ter plano B, C, D, …

REMATE DA SEMANA: “Quando você tem uma meta, o que era um obstáculo passa a ser uma etapa de um dos planos”. Gerhard Erich Boehme

No treino começa o jogo!


Parece-me consensual que para uma equipa ter sucesso nos confrontos com os seus adversários, é fundamental que esteja bem preparada, sendo que para isso haja rendimento nas unidades de treino. Consideramos que o treino é o principal meio para aumentar o rendimento da equipa no jogo.

É o treino que vai dar a conhecer os comportamentos que a equipa deve ter nos diferentes momentos da competição. O treino vai fazer com que a personalidade da equipa seja cada vez mais forte, proporcionando um aumento da identificação com sua forma de jogar.

O treino não deverá ser encarado como um fim, mas como um meio para atingir um determinado objetivo definido pela estrutura do clube. Depois de um diagnóstico das potencialidades individuais e coletivos da equipa, surgem uma serie de processos relacionados com a planificação, integrando fatores como o modelo de jogo a adotar, as carências a colmatar, as capacidades a potenciar e as características da competição com que a equipa se vai deparar. Neste sentido, o treinador deverá preparar a sua prescrição, identificando quais as componentes ativas dos exercícios que vão levar a atingir os objetivos definidos. Estes objetivos, deverão estar em permanente ajuste, à medida que a equipa evolui, tendo o treinador a obrigação de fazer aumentar a complexidade e exigência do treino, de uma forma proporcional ao percurso evolutivo da equipa.

Durante a competição o treino apresenta algumas componentes ativas condicionadas pelo conhecimento do adversário a defrontar. Equipas de alto nível integram nas suas equipas técnicas recursos humanos responsáveis para analisar os adversários. Essa análise dotará treinadores e jogadores com conhecimentos importantes, prevendo situações que ocorrerão no jogo, preparando-os para dar resposta aos desafios impostos. No meu ponto de vista, o treino deverá ser contextualizado, recriando o mais aproximadamente possível, essas situações que decorrem no jogo. O ideal será chegar mesmo ao limite de recriar contextos que representem os problemas impostos pelo adversário, aproveitando ao máximo o trabalho realizado pelos técnicos de scouting. Quando o anteriormente referido acontece, iremos atingir um nível de especificidade, que permitirá aos jogadores transferir para a competição, os conteúdos abordados, levando a equipa a atingir o máximo rendimento. José Mourinho deixa esta ideia bem clara quando refere “Eu faço um estudo detalhado do adversário para ajudar os jogadores. Para mim é imprescindível saber como o treinador adversário reage, o tipo de substituições que faz, os comportamentos padrão da equipa adversária… nós analisamos o adversário, procuramos prever como se pode comportar contra nós e procuramos posicionar-nos nalgumas zonas mais importantes do campo em função dos seus pontos fortes e fracos. Mas isto são detalhes posicionais. Não mexem com os nossos princípios, nem sequer com o nosso sistema.” O treinador português demonstra ainda que este tipo de estudo do adversário apresenta um transfere importante para o treino, quando refere “…logo no início da semana comecei nos treinos a ensaiar as jogadas adversárias e a nossa forma de as anular”.

Mesmo em treino, a competição deverá estar maioritariamente presente, pois além de ser um meio de motivação dos jogadores para desempenhar as tarefas propostas, é uma forma de fazer emergir o conjunto de sentimentos e emoções presentes no jogo.

Assim, na minha opinião, deixa de fazer sentido exercícios descontextualizados como correr na praia, pois o transfere que se faz para o jogo é muito reduzido, para não dizer nenhum!

 
REMATES:  Se você quer os certos, esteja preparado para os erros" Carl Yastrzemski

 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Inteligência Coletiva


Intencionalidade do treino

Parece-me consensual que para uma equipa ter sucesso nos confrontos com os seus adversários, é fundamental que esteja bem preparada, sendo que para isso haja rendimento nas unidades de treino. Consideramos que o treino é o principal meio para aumentar o rendimento da equipa no jogo.
É o treino que vai dar a conhecer os comportamentos que a equipa deve ter nos diferentes momentos da competição. O treino vai fazer com que a personalidade da equipa seja cada vez mais forte, proporcionando um aumento da identificação com sua forma de jogar. Segundo Barbosa (2003) o treino possui uma importância de especial destaque uma vez que é nele, e a partir dele, que se possibilita aos jogadores a apreensão e assimilação de determinados comportamentos pretendidos em Jogo.

O treino não deverá ser encarado como um fim, mas como um meio para atingir um determinado objetivo definido pela estrutura técnica e diretiva do clube. Depois de um diagnóstico das potencialidades individuais e coletivos da equipa, surgem uma serie de processos relacionados com a planificação, integrando fatores como o modelo de jogo a adotar, as carências a colmatar, as capacidades a potenciar e as características da competição com que a equipa se vai deparar. Neste sentido, o treinador deverá preparar a sua prescrição, identificando quais as componentes ativas dos exercícios que vão levar a atingir os objetivos definidos. Estes objetivos, deverão estar em permanente ajuste, à medida que a equipa evolui, tendo o treinador a obrigação de fazer aumentar a complexidade e exigência do treino, de uma forma proporcional ao percurso evolutivo da equipa.

No meu ponto de vista, o treino deverá ser contextualizado, recriando o mais aproximadamente possível, as situações que decorrem no jogo. O ideal será chegar mesmo ao limite de recriar contextos que representem os problemas impostos pelo adversário. Quando o anteriormente referido acontece, iremos atingir um nível de especificidade, que permitirá aos jogadores transferir para a competição, os conteúdos abordados, levando a equipa a atingir o máximo rendimento. Mesmo em treino, a competição deverá estar maioritariamente presente, pois além de ser um meio de motivação dos jogadores para desempenhar as tarefas propostas, é uma forma de fazer emergir o conjunto de sentimentos e emoções presentes no jogo.

As diferentes situações de treino deverão proporcionar uma série de possibilidades decisionais, semelhantes à competição. Os exercícios de hipótese única, poderão limitar a capacidade decisional do jogador e da equipa. A decisão a tomar deverá ser realizada pelo jogador e não, comandada por terceiros. O treinador terá o papel de dotar os seus jogadores, com instrumentes que os auxiliem nas suas tomadas de decisão, levando-os a resolver os problemas impostos pelo jogo.

Remate da Semana: “A diferença entre o impossível e o possível reside na determinação de um homem.”  Tommy Lasorda

Artigo publicado no Jornal Tribuna Desportiva de 15.07.2013

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Mundial de Futebol Sub 20: Não chega marcar muitos!


Portugal participou no Mundial de Futebol Sub 20. Após ter ficado em primeiro lugar no seu grupo, foi eliminado nos oitavos de final frente a formação do Gana. Apresento a seguir os resultados da participação da nossa seleção:

 
Jogos do Grupo B
21 de junho: Nigéria 2 – 3 Portugal
24 de junho: Portugal 2 – 2 República da Coreia
27 de junho: Portugal 5 – 0 Cuba

 
 
Oitavos de final
3 de julho: Portugal 2 – 3 Gana

Apesar de Edgar Borges, como líder do grupo de trabalho ter referido que "cumprimos a nossa obrigação, que era ficar em primeiro lugar no grupo, dentro da lógica da evolução e do valor da equipa, mas nunca prometemos títulos", devemos analisar a participação da seleção, tentando encontrar lacunas formativas, para que possam ser corrigidas em tempo útil, proporcionando um maior sucesso em futuras participações.

Tendo em conta os resultados acima enunciados, verificamos que Portugal marcou 12 golos em 4 jogos, sofrendo 7 golos nos mesmos jogos. Denota-se uma eficácia ofensiva significativa, não se verificando o mesmo ao nível defensivo.

Fazendo uma análise da formação destes jovens futebolistas, alguns deles com bastante potencial, verificamos que a sua participação na seleção é determinante para o seu crescimento enquanto jovens jogadores, no entanto, não nos podemos esquecer que a predominância do trabalho realizado, deve ser atribuído aos seus clubes de proveniência. Se fizermos uma análise dos clubes a que pertencem estes jogadores, chegamos à conclusão que mais de 50% pertencem ao S.L. Benfica, F.C. Porto e Sporting C.P., clubes que ficaram nos três primeiros lugares no Campeonato Nacional de Juniores A, pela ordem referida. O que acontece com estes clubes é que pela diferença competitiva relativamente aos seus adversários, os comportamentos defensivos só são exacerbados com elevada predominância, quando jogam entre si. Isto representa 6 a 8 jogos por época, ou seja, cerca de 20% dos jogos realizados. Fazendo um transfere deste factos, para a participação dos jogadores mos jogos da Seleção Nacional, concluímos que quando a exigência defensiva é elevada, tanto em organização como em transição, a equipa não apresenta solidez e maturidade para responder às adversidades impostas pelos jogos.

Segundo entrevista realizada por João Miranda a Vítor Pereira (ex-treinador do F. C. Porto) , no âmbito da sua monografia, conseguimos perceber as conclusões anteriormente retiradas  incorporadas pela rica experiência do treinador “…trabalhei no Porto muitos anos e nós exacerbávamos dois momentos do jogo, que era a posse e a transição defensiva porque era aquilo que o campeonato nos pedia. Pedia-nos um jogo em posse muito forte, com variações, com envolvimentos e com uma transição defensiva pressionante e normalmente nós nesses dois momentos garantíamos qualquer jogo. Só que eu apanho um miúdo que fez a formação toda no Porto, ele não sabe trabalhar em organização defensiva não sabe defender, nem tem noção de… defende, mas defende para aquele jogo, como foi exacerbado durante a sua formação…” Concluo eu, que estes miúdos que refere Vítor Pereira, não sentiram necessidade de aperfeiçoar as suas competências defensivas, porque o contexto assim não lhes exigiu. Talvez não seria má ideia, qua nas fases finais das épocas desportivas, se pensasse em dar mais competitividade aos campeonatos nacionais dos escalões de formação. Uma proposta que aqui deixo, seria haver fortes sinergias entre federações de diferentes países, para que com mais regularidade, as melhores equipas de cada nação se defrontassem. Não posso deixar de referir que compreendendo que esta não seria uma medida fácil de operacionalizar, pois a dificuldade de uma organização desse género seria substancialmente elevada, tanto ao nível logístico, como a nível financeiro. Mas como diz o povo, como boa vontade tudo se consegue!

 
REMATE DA SEMANA: "A vitória não pertence aos mais fortes, mas sim aos que a perseguem por mais tempo!" Napoleão Bonaparte

Artigo Publicado no Jornal Tribuna Desportiva de 9.07.2013

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Crianças que abandonam a prática desportiva

 
Segundo uma recente publicação no couriermail, nos Estados Unidos 20 milhões de crianças inscrevem-se no beisebol, futebol, hóquei entre outros desportos competitivos. Apesar de tão volumoso número de inscrições, sabe-se que 70 por cento dessas pessoas, abandonarão a atividade antes de atingir os 13 anos de idade. Pior do que isso, segundo a National Alliance of Sports, nenhuma dessas crianças retomará a prática desportiva.
Muitas vezes são estas as crianças que passarão o tempo em frente aos ecrãs de computador, até chegar a hora de as levar ao hospital pelos problemas que advêm da obesidade.

Um dos problemas de abandono é que as crianças odeiam mães e pais que se comportam de forma agressiva e compulsiva durante os eventos desportivos dos mais novos, especialmente dos seus próprios.

É bom saber que os pais fazem tudo pelos seus filhos, mas comprar todo equipamento desportivo para que eles se parecem com mini-profissionais com 10 anos de idade, adquirindo botas de cerca de 300 euros parece-me exagerado!

Alguém que passou a vida a jogar, a treinar, e a refletir sobre como manter os jovens atletas no desporto é Peter Gahan, chefe dos jogadores e do desenvolvimento técnico da Austrália Baseball. Na sua opinião o divertimento precisa de estar no coração do desporto. Gahan refere que as pesquisas mostra que todos os desportistas precisam de uma atividade divertida nas suas sessões de treino. Ele diz mesmo que os países para terem desportistas de elite, devem incentivar a participação em massa.

Peter Gahan diz que a Nova Zelândia apresentou um programa de habilidades de movimento fundamental na escola primária, para supervisionar esse programa, foram distribuídos pelas escolas profissionais especialistas. Menciona ainda “pelo que ouvi, a Nova Zelândia vai começar a ultrapassar-nos nas próximas Olimpíadas, porque, com este programa, vão ter uma maior base de recrutamento de atletas para escolher. "

Então, por que a maioria das crianças saem do desporto?

Bem, um dos principais motivos, além dos óbvios - não gostar do treinador, não ter tempo suficiente, muita pressão - é a viagem de volta para casa de carro. A viagem de carro para casa, depois de treinar, pode ser um divisor de águas. Este momento é um verdadeiro espaço de ensino ininterrupto. “Jogaste bem ou jogaste mal”, “deverias ter feito isto ou aquilo”, “deverias ter passado”, “deverias ter chutado” são expressões muito usadas durante esta viagem.

A volta para casa de carro é quando a criança quer deixar tranquilamente o jogo – tanto na vitória como na derrota. As crianças sabem se jogaram bem ou mal. Não é necessário que lhes digam. O carro é um ambiente fechado muito intenso. É um espaço em que cada suspiro, cada encolher de ombros é amplificado.

Este artigo é uma adaptação do artigo escrito por Kathline Noonan do Couriermail. Não se pretende culpar os pais pelo abandono desportivo. Tem sim como objetivo fazer um conjunto de alertas para evitar estas situações de abandono precoce da prática desportiva.

Remate da Semana: “A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes”. Oscar Wilde
 

sábado, 15 de junho de 2013

Alemanha - excelência na produção de talentos


O artigo que vos trago esta semana, relaciona-se com um outro artigo publicado no jornal The Guardian, que não resisti em fazer referência ao seu conteúdo.

Desportivamente a Alemanha atingiu um nível muito elevado. Depois de passar por um embaraçoso Euro 2000, neste momento consegue colocar duas equipas na final da Liga dos Campeões. Este fato leva-nos a pensar que alterações existiram para proporcionar tal proeza? Segundo refere o artigo do jornal The Guardian, passa por um sistema bem elaborado, que valoriza treinadores e nutre o talento desportivo.

O futebol alemão está a crescer, colhendo os frutos da estratégia que delineou. Depois de realizar uma revisão do futebol juvenil, a Federação de Futebol Alemã, a Bundesliga e os clubes decidiram que a prioridade seria o desenvolvimento de mais jogadores nacionais. Isto levou à criação de 400 centros de produção de talento, tendo sido construídos mais de 1000 campos de futebol.

Os frutos estão aí para todos verem. Joachim Löw, treinador da Alemanha, é abençoado com uma geração de talentosos jovens jogadores - Andre Schürrle (22), Thomas
Müller (23), Mats Hummels (24 ), Mesut Ozil (24), Marco Reus (23), Toni Kroos (23) ... e não só, a lista é longa.

Mais se acrescenta que 26 jogadores que estiveram na final da Liga dos Campeões (Bayern de Munique e Borussia Dortmund), poderão jogar na seleção Alemã. Mais de metade desses jogadores foram alvo do programa de desenvolvimento de talentos Federação, que foi introduzido em 2003. Este projeto, não se baseou apenas na criação de infraestruturas. Abrangeu 366 regiões da Alemanha, numa iniciativa impressionante, que atingiu crianças dos 8 aos 14, servidos por 1.000 treinadores da federação, que trabalham em cooperação com os clubes. Uma importante medida foi a formação destes treinadores. Para integrar o projeto teriam que possuir, no mínimo o nível UEFA b. Pergunto eu, porque é que os treinadores nacionais e os técnicos distritais, não têm uma forte interação com os clubes, nos sentido de proporcionar ações de formação aos treinadores e sessões de treino com os jovens jogadores, em vez de estarem apenas preocupados em andar a ver jogos, para encontrar jogadores que possam integrar as seleções distritais e/ou nacionais.

O espírito com que os jovens jogadores são estimulados para encarar os jogos, é um fator a ter em conta. Segundo Dutt, diretor desportivo da Associação de Futebol Alemã refere que "é importante ter a preocupação de ganhar alguns jogos na época, mas não é o aspeto principal. O principal é fazer um bom treino
.” Apesar de desvalorizar o resultado desportivo, considera que a cultura alemã, faz com que os jovens necessitem do estímulo vitória, para que tenham um objetivo a alcançar.

Relativamente à formação dos treinadores refere: "Antes, na Alemanha, quem jogava na Bundesliga por alguns anos, era colocado a treinar o futebol juvenil. Os responsáveis pelo futebol alemão concluíram que estes não reuniam a formação suficiente para serem treinadores.” A medida foi misturar estes técnicos com outros que tinham estudado desporto nas universidades.

Dutt refere ainda a grande relação que a federação e as associações têm com os clubes no sentido de verem o que é melhor para os jogadores. Dá o exemplo de Jonathan Tah, jogador de Hamburgo, considerado um dos maiores talentos defensivos na Alemanha, que também é capitão da seleção Sub-17. Por vezes, este jogador não joga no seu clube de origem, para estar disponível para desenvolver as atividades do programa de desenvolvimento de talentos da Federação Alemã.

Relativamente à inclusão de jogadores estrangeiros, o diretor desportivo da Federação Alemã questiona: “porque é que as academias da Bundesliga trazem raramente jogadores do exterior?” A resposta é simples: "Se você deseja obter um jogador Africano, ou um jogador do Brasil, você precisa de dinheiro, assim fica mais barato integrar jogadores da Alemanha.” Conclui ainda, “e temos jogadores suficientes aqui."

Em jeito de conclusão penso que se os clubes de futebol portugueses, fossem mais apoiados pelas instituições que tutelam o futebol de formação, através de um programa operacionalizável e sustentável, proporcionando um estímulo à formação do jovem jogador português, a nossa seleção teria jogadores com ainda mais qualidade, culminando num obvio sucesso desportivo! Claro que há situações em que não nos podemos comparar com a Alemanha, pois Portugal não tem a liquidez financeira para investir em infraestruturas, nem a mesma base de recrutamento. Mas os bons projetos são adaptáveis e nada estanques.

REMATE DA SEMANA: "Todos podem ver as táticas de minhas conquistas, mas ninguém consegue discernir a estratégia que gerou as vitórias".Sun Tzu

Artigo Publicado no Jornal Tribuna Desportiva de 28.05.2013