segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Futebol... uma visão abrangente!
Futre vai apresentar um programa televisivo! Como todos sabemos pelos mais variados meios, a crise em Portugal está a empurrar milhares de portugueses para o desemprego. Mais uma vez, a imagem de um futebolista é usada em prol de interesses económicos e televisivos. Através do programa, a produção encontrará emprego para os candidatos inscritos. As entidades empregadoras terão como moeda de troca, publicidade gratuita. Boa iniciativa, vamos ver se o enquadramento não é muito “show” e pouco emprego!
Ultimo minuto provocou morte na praia! A equipa da cidade da Covilhã fez frente a um candidato ao título da Liga Orangina. Com recursos de dimensões bem diferentes do seu opositor, só uma boa organização estratégica por parte da equipa covilhanense, permitiu enfrentar com nível, uma equipa como o Moreirense. Depois do empate, até o golo da vitória poderia ter surgido, mas, no último folgo do jogo, a equipa de Casquilha marcou o golo da vitória, levando três pontos do nosso Complexo Desportivo. Apesar de não ficar na retina um jogo atrativo, fica uma lição de gestão de recursos humanos, onde a optimização do potencial de cada jogador em prol da equipa, esteve sempre presente. Foi formada uma teia tática que poderia ter sido bastante eficaz. Faltou apenas uns instantes de sorte!
Turbilhão nas contratações. Com já nos habituaram, os grandes clubes de Portugal, o interesse demonstrado por um possível talento, despoleta interesse de vários clubes da nossa nação. Parece que brevemente iremos ter outra novela semelhante à do Falcão. Diz a comunicação social que o Messi da Indonésia, Andik Vermansyah (20 anos) é alvo de luta entre dois rivais de Portugal, veremos se é só tinta no papel, ou se é uma aposta que enriquecerá os nossos palcos desportivos!
Era uma vez um título! A derrota com o Sporting de Braga afastou de vez o Sporting de Portugal do título. Apesar de ainda ser matematicamente possível, onze pontos será um obstáculo quase impossível de ultrapassar, para chegar ao topo da tabela classificativa. O clube lisboeta ainda terá três frentes para demonstrar a sua qualidade e alicerçar as bases para um Sporting mais forte na próxima época. Depois desta época, só a estabilidade ao nível financeiro e de recursos humanos, poderão contribuir para rentabilizar, o investimento feito no “Cerelac” durante esta época. Faz falta um Sporting competitivo, que enriqueça o nosso campeonato nacional, com uma luta permanente pelo título.
Boas condições para a prática da modalidade Futebol entre outras actividades. Segundo o que se vê a olho nú, vai de vento e poupa as obras do Complexo Desportivo da Estação, esperando-se melhores condições para que os jovens do concelho, possam usufruir de uma digna prática desportiva. Ouro sobre azul seria que o Complexo Desportivo da Cidade, também tivesse um sintético, em vez do tão utilizado pelado. Compreende-se que em momentos de crise, o cinto aperta com uma intensidade tão forte, tornando muito difícil que este tipo de investimentos sejam uma realidade, mas na verdade, sonhar não custa! Teremos a esperança que depois da crise ultrapassada, o sonho dos treinadores e dos jovens da cidade seja uma realidade.
Organizada começa a estar a tabela classificativa da Liga Zon Sagres, principalmente nos primeiros cinco lugares. Apesar de ainda faltarem muitos jogos para o término do campeonato, acredito que Marítimo, Sporting, Braga, Porto e Benfica ficarão nos primeiros cinco lugares da tabela classificativa, apesar da ordem com que finalizarão o campeonato apresentar uma pitada de indefinição. Já nos lugares seguintes tudo poderá acontecer, repare que entre o 6º lugar (Guimarães - 20 pontos) e o 15º (Leiria - 13 pontos) apenas temos 7 pontos de distância, o que indicia que tudo pode acontecer, arrisco mesmo a dizer, que qualquer uma das equipas deste nível da tabela classificativa, poderá estar em risco de descida de divisão.
Longe da nossa perto da deles. Não querendo diz mal nem bem, apenas constatar factos, este fim de semana fui ver um dos jogos do Campeonato Distrital - Liga Covifil. Por curiosidade fui contando o número de passes que cada equipa fez durante a posse de bola. Averiguei que em média cada equipa realiza três passes consecutivos. No último passe dos três quantificados, as equipas procuraram colocar a bola, nos jogadores que ocupam o setor mais avançado. Percebo que não existem recursos para fazer um jogo sistemático de posse de bola, mas o excessivo futebol direto, tornou o jogo muito emotivo, mas pouco espectacular.
REMATE DA SEMANA: Não penso em trabalho como trabalho e em diversão como diversão - é
tudo VIVER!!! (Richard Branson)
tudo VIVER!!! (Richard Branson)
Artigo publicado no Jornal Tribuna Desportiva de 17.01.2011
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
Descoberta guiada… uma aprendizagem mais forte!
Hoje em dia, várias correntes são seguidas, no que diz respeito às pedagogias educacionais utilizadas em escolas, clubes, academias, etc. Atualmente a que mais desperta curiosidade é a “Descoberta Guiada”. O artigo que vos trago esta semana, procura elucidar o leitor, para as características desta corrente pedagógica, utilizada por profissionais de alto rendimento desportivo.
Se pesquisar num motor de busca o significado de descoberta, poderemos obter resultados como: a)encontrar: descobrir um novo caminho; b)compreender: descobrir o significado de algo. Como pode verificar, a descoberta está diretamente ligada à aprendizagem, em que o principal regulador do processo é o professor ou treinador, referindo-me ao contexto aula ou treino respetivamente.
Numa situação de aprendizagem estratégica do futebol, p.ex. a correção de um conteúdo de treino, poderemos ter diferentes tipos de intervenção, entre as quais, 1) referir diretamente o que é necessário fazer para não voltar a cometer o mesmo erro, forçando a que os jogadores alterem de imediato o seu comportamento. Ou por outro lado, 2) proporcionar um exercício com duas variantes, uma em que o comportamento errado é provocado e outra em que a estratégia corretiva desse comportamento é provocada. Depois da vivência das duas variantes, poderá ser discutido, em conjunto com os jogadores a melhor solução para encarar o problema. Aqui apresento duas formas de corrigir um erro tático, em que a segunda abordagem apresenta uma estreita ligação à descoberta guiada. Parece-me que faz parte do processo de liderança, envolver os jogadores nas decisões de ordem técnico-tática, através de um processo guiado e não obrigado. Segundo José Mourinho “…liderar não é mandar, para mim liderar é guiar”.
Realmente este é um processo mais demoroso, que nem sempre é rentável, depende da importância dos conteúdos a aprender, mas sem dúvida é uma corrente, que pelo facto dos jogadores vivenciarem as várias vertentes do problema, permite que a aprendizagem fique consolidada, podendo assim, de uma forma natural ser manifestada numa situação de jogo. Mas o curioso desta metodologia, é a possibilidade de provocação intencional do erro por parte do treinador, induzindo os desportistas a encontrar estratégias que permitam enfrentar os problemas e solucioná-los. Errar é um processo natural para quem aprende. E quando o praticante por errar, procura as soluções para o seu sucesso, com certeza que desenvolverá um processo adaptativo mais eficaz, que utilizará no jogo.
Como refere José Mourinho “jogadores com este nível não aceitam o que lhes é dito apenas pela autoridade de quem o diz. É preciso provar-lhes que estamos certos. A velha história do mister ter sempre razão não é aqui aplicável. (...) O trabalho táctico que promovo não é um trabalho em que de um lado está o emissor e do outro o receptor. Eu chamo-lhe a descoberta guiada, ou seja, eles descobrem segundo as minhas pistas. Construo situações de treino para os levar por um determinado caminho. Eles começam a sentir isso, falamos, discutimos e chegamos a conclusões. Mas para tal, é preciso que os futebolistas que treinamos tenham opiniões próprias. Muitas vezes parava o treino e perguntava-lhes o que eles sentiam em determinado momento. Respondiam-me, por exemplo, que sentiam o defesa direito muito longe do defesa central. Ok, vamos então aproximar os dois defesas e ver como funciona. E experimentávamos, uma, duas, três vezes, até lhes voltar a perguntar como se sentiam. Era assim até todos, em conjunto, chegarmos a uma conclusão. É a esta metodologia que chamo a descoberta guiada”.
Neste sentido as palestras tidas com os jogadores, deverão ser um complemento ao próprio exercício, e não o exercício complemento às palestras. Assim, numa relação simbiótica, o exercício e o diálogo, deverão guiar os jogadores rumo aos objetivos, no sentido de aprenderem os comportamentos a adotar, de uma forma bem consolidada. Só se poderá dizer que estes foram bem aprendidos, quando são manifestados na competição de acordo com o planeado. Para que isto se torne uma regularidade, o jogador não deverá realizar a ação pretendida, apenas porque o treinador lhe exigiu, mas sim porque mudou a sua forma de pensar, compreendeu a função estratégica do comportamento e sentiu que é a mais rentável atuar dessa forma.
REMATE DA SEMANA 1: “Diz-me e eu esqueço, mostra-me e eu recordo; deixa-me fazer e eu aprendo.” Benjamim Franklin
REMATE DA SEMANA 2: Bom ano de 2012, de preferência com prática desportiva regular!
Artigo publicado no Jornal Tribuna Desportiva de 10.01.2012
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
FINANCIAL FAIR PLAY ANTÍDOTO PARA A CRISE NO FUTEBOL!
Segundo o site Futebol Finance, a Europa do futebol está a implementar um sistema de controlo de finanças dos clubes, não permitindo que equipas com dívidas avultadas, possam fazer frente a equipas cumpridoras dos seus compromissos financeiros pois, se estes fatos continuam a verificar-se, a competitividade desportiva tornar-se-á ainda mais desleal. Este programa FFP – Financial Fair Play, cujas regras são estabelecidas pela UEFA, apenas terão aplicabilidade prática na época desportiva 2013/2014, mas a análise financeira dos clubes, será tida em conta desde 2009 até 2012. Os incumpridores terão severas sanções, o que me parece uma boa medida.
“FUNCIONAMENTO DO FINANCIAL FAIR PLAY
1. O Financial Fair Play é um sistema de controlo das finanças, que tem como objectivo o saneamento financeiro dos clubes que participam nas provas organizadas pela Uefa.
2. O Financial Fair Play pretende obrigar os clubes a não terem despesas superiores às receitas no conjunto das últimas 3 temporadas. Gastando apenas o que têm e não o que podem vir a ter.
3. Os cálculos do Financial Fair Play incidem principalmente nas receitas de direitos tv, bilheteira, publicidade, patrocínios e transferências de jogadores. As despesas incluem, os custos operacionais, custos com pessoal, transferências de jogadores e amortizações dos seus passes. Não estão incluídas as actividades do futebol de formação e actividades extra futebol.
4. O Financial Fair Play entra em vigor na temporada de 2013/14, no entanto já serão levados em conta os exercícios dos clubes correspondentes às temporadas de 2011/12 e 2012/13.
5. Na inicio da avaliação (em 2013/14), os clubes não podem registar perdas superiores a 45 milhões de Euros no conjunto das duas temporadas anteriores (2011/12 e 2012/13). Em 2014/15 os clubes não podem registar perdas superiores a 45 milhões de Euros nas 3 temporadas anteriores (2011/12, 2012/13 e 2013/14). De 2015/16 a 2017/18 as perdas não podem ser superiores a 30 milhões de Euros.
6. Sempre que um clube apresentar perdas superiores a 5 milhões de Euros, passa a estar sob avaliação do Painel de Controlo das Finanças dos Clubes da UEFA. É então obrigado a apresentar relatórios trimestrais e planos para solucionar o problema. Se o clube ultrapassar os limites previstos nos pontos anteriores é aberto um processo disciplinar pela Uefa.
7. As sanções disciplinares são avaliadas individualmente levando em conta a situação do clube e podem passar pela (a) suspensão da actividade desportiva, (b) exclusão da competição, (c) retirada de pontos nas competições europeias, (d) proibição de inscrição de jogadores.” (in http://www.futebolfinance.com)
Este apertado controlo financeiro aos clubes que participam nas competições organizadas pela UEFA, deveria servir seriamente de exemplo, às organizações máximas que gerem as ligas de cada país.
Se o leitor vê estas medidas como uma forte ameaça à competitividade das grandes equipas, pela incapacidade de contratar melhores jogadores, poderá também ver estas medidas como uma oportunidade que obrigará os clubes a reestruturarem-se, de forma a apostarem seriamente na formação dos seus jovens jogadores, no desenvolvimento e rentabilização das suas infra-estruturas, terminando com as especulações de mercado que se verificam a nível mundial, optimizando assim, a justiça desportiva e social.
REMATE DA SEMANA: “Não devemos ter medo dos confrontos, pois até os planetas se chocam, e do caos nascem as estrelas.” Charles Chaplin
Artigo Publicado no Jornal Tribuna Desportiva de 13.12.2011
domingo, 11 de dezembro de 2011
Vitória ou Derrota: atribuímos as culpas a quem?
Segundo Sousa P. (2008), a atribuição causal assume-se como a evidência da forma como os atletas percepcionam e explicam os seus resultados desportivos. Estas explicações dadas pelos desportistas, apresentam uma relação com os seus comportamentos futuros, influenciando, consequentemente, as suas expetativas e motivações. Neste sentido, é importante que saibamos que algumas palavras depois de um jogo, podem dar importantes indicadores do estado psicológico de um desportista e/ou equipa, nomeadamente a sua motivação/desmotivação, sentimento de sucesso/fracasso, expetativa e aspirações, etc.
Muitos investigadores, estudaram a atribuição na vitória e na derrota, concluindo que existe uma evidente tendência para atribuir à vitória causas internas como o esforço, a dedicação, a organização, o espírito de equipa… e à derrota atribuir fatores externos como a falta de sorte, dificuldade da tarefa, o estado do terreno de jogo, etc.
Torna-se importante reter a importância das atribuições. O treinador deve condicionar através dos feedbacks que vai dando, nos momentos de comunicação com os seus jogadores, que o sucesso é predominantemente influenciado por causas internas, como o esforço, dedicação, coesão do grupo, organização tática, qualidade técnica, etc. Quando o inverso se verifica, ou seja, a atribuição dos resultados é ligada predominantemente a causa externas como: o árbitro, o estado do terreno, a sorte ou o azar, o jogador começa a interiorizar que não tem forte influência sobre o resultado desportivo. Consequentemente, cria um sentimento associado, que treinar bem e dedicar-se no jogo não tem grande influência para o rendimento desportivo, pois mais tarde ou mais cedo, fatores externos irão intervir na competição. Por este motivo, é que vários especialistas na área da psicologia do desporto, referem que as atribuições terão grande influência no futuro. Importante será mencionar que tanto na vitória como na derrota, a maior influência sobre o resultado desportivo, deverá ser atribuído a causas internas. Ora vejamos, segundo Fonseca (1999) o atleta que alcançou a meta para a qual se havia preparado mas que, em vez de atribuir esse sucesso à sorte, o atribui ao esforço que investiu nos treinos que antecederam a competição, tenderá a sentir um sentimento acrescido de orgulho em si. Estes sentimentos, aumentam a percepção de competência do desportista, e consequentemente a sua motivação para se dedicar tanto em treinos como na competição, trabalhando incansavelmente para se transcender para um patamar de rendimento superior.
Mas quando é que devemos atribuir a derrota a causas externas? Segundo Weiner (1992), se frequentemente os resultados negativos são atribuídos a causas estáveis internas, poderão despoletar um sentimento de desânimo, impotência e descontrolo. As emoções relacionadas com o desânimo podem resultar na desistência.
Neste sentido, os líderes do processo, deverão equilibrar as emoções dos desportistas, através das atribuições que realizam aos resultados desportivos, evitando assim, a regularidade de atribuir a causas externas o insucesso e a causas internas o sucesso, vendo a atribuição e as reflexões sobre os resultados obtidos, como um meio para mobilizar os seus desportistas para os objetivos da equipa e/ou clube, nas diferentes competições.
1º REMATE DA SEMANA: "O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo." (Sir Winston Churchill)
2º REMATE DA SEMANA: "Quando um homem responsabiliza os outros pelos seus fracassos, é bom começar a responsabilizá-los também pelos seus sucessos."
(Samuel Langhorne Clemens)
(Samuel Langhorne Clemens)
Artigo publicado no Jornal Tribuna Desportiva de 6-12-2011
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