terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Proteção dos clubes de formação no momento das transferências

Porque o futebol é um negócio global multimilionário, todos os anos se movimentam milhões de euros nas transferências de jogadores. Em 2005, a FIFA criou um mecanismo que visa compensar financeiramente, os clubes que investem na formação dos seus jovens. Este sistema tem como base a atribuição de uma verba percentual ao montante total da transferência do jogador, sendo este valor repartido por todos os clubes por onde tenha passado, entre o seu 12º e 23º aniversário.
Segundo o artigo 21º do Regulamento relativo ao Estatuto e Transferências de Jogadores, da FIFA, intitulado Mecanismo de Solidariedade “Se um Profissional for transferido antes do termo do seu contrato, qualquer clube que tenha contribuído para a sua educação e formação receberá uma percentagem da compensação paga ao clube anterior (contribuição de solidariedade).”

Segundo o site www.futebolfinance.com, os valores de compensação rondam os 5% do valor da transferência, à excepção da Compensação por Formação, paga ao Clube Anterior será deduzida ao valor total da compensação e distribuída pelo Novo Clube, como contribuição de solidariedade, aos clubes envolvidos na formação e educação do jogador ao longo dos anos.
Como refere o Regulamento da FIFA a Distribuição de Compensações pelos Clubes Formadores é realizada da seguinte forma:

- Época do 12º aniversário, 5% (0,25% da compensação total)
- Época do 13º aniversário, 5% (0,25% da compensação total)
- Época do 14º aniversário, 5% (0,25% da compensação total)
- Época do 15º aniversário, 5% (0,25% da compensação total)
- Época do 16º aniversário, 10% (0,5% da compensação total)
- Época do 17º aniversário, 10% (0,5% da compensação total)
- Época do 18º aniversário, 10% (0,5% da compensação total)
- Época do 19º aniversário, 10% (0,5% da compensação total)
- Época do 20º aniversário, 10% (0,5% da compensação total)
- Época do 21º aniversário, 10% (0,5% da compensação total)
- Época do 22º aniversário, 10% (0,5% da compensação total)
- Época do 23º aniversário, 10% (0,5% da compensação total)
O Novo Clube deve pagar a contribuição de solidariedade ao(s) clube(s) formador(es), em conformidade com as disposições acima estabelecidas, o mais tardar no prazo de 30 dias após a inscrição do jogador ou, em caso de pagamentos parcelares, 30 dias após a data de tais pagamentos.
É responsabilidade do Novo Clube calcular o montante da contribuição de solidariedade e a forma como deve ser distribuído, de acordo com a história da carreira do jogador. O jogador deve, se necessário, apoiar o novo clube no cumprimento desta obrigação.
Se não puder ser estabelecida uma ligação entre o Profissional e qualquer um dos clubes dos quais recebeu formação, no prazo de 18 meses após a sua transferência, a contribuição de solidariedade é paga à Federação ou Federações do país (ou países) no qual o jogador recebeu formação. Esta contribuição de solidariedade será afecta aos programas de desenvolvimento do futebol jovem na Federação ou Federações em questão.
Tendo conhecimento deste regulamento, grande parte dos clubes, vêm estas medidas como uma forma de auto-finaciamento, entregando estes casos aos departamentos jurídicos ou contratando empresas especializadas, que cobram taxas sobre o valor angariado, mas asseguram que o clube recebe tudo a que têm direito, salvo raras exceções.
Segundo o Diário de Notícias, Emerson, o médio que se mudou da Juventus para o Real Madrid, no Verão passado, num negócio que envolveu 11,5 milhões de euros. De acordo com as normas da FIFA, o Grémio teve direito a 3,5% daquela verba - 403 mil euros - pela formação do jogador entre 1992 e 1997.
Para que esta compensação seja uma mais valia, o clube de formação, deve acompanhar todos os anos, a movimentação dos seus jogadores no que às transferências diz respeito. Caso não sejam compensados pelo trabalho de formação/educação desenvolvido, devem reclamar o valor a que têm direito junto das entidades responsáveis.
Além disso é importante que os clubes mais vocacionados para a formação, tenham o cuidado de catapultar os seus jogadores para clubes de maior dimensão. Estas medidas, proporcionam a participação dos seus jovens em competições com um grau de dificuldade maior, mas também permite que os clubes de origem, tenham uma maior probabilidade de virem a ser compensados monetariamente pelo trabalho desenvolvido. Neste sentido vejo o trabalho do clube de formação, não apenas como uma atividade de desenvolvimento desportivo e educacional, mas também como uma obrigação de promoção e valorização do jovem jogador, mesmo que já não vista a camisola do respetivo clube. Assim, sempre que as condições envolventes estejam reunidas, o clube de formação deve ser um elemento facilitador à transferência dos seus jovens talentos, para clubes com maior visibilidade nacional e internacional.
REMATE DA SEMANA: A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo” Peter Drucker
Publicado no Jornal Tribuna Desportiva de 14.02.2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

“Os três grandes” Expressão Desatualizada!

No início da presente época desportiva Domingos Paciência, treinador do Sporting Clube de Portugal, referiu que o campeonato iria ser discutido por três equipas, Porto, Benfica e Sporting. António Salvador, presidente da direção do Sporting Clube de Braga (S.C.B), numa entrevista à RTP, repostou: “considero que dizer que o campeonato vai ser apenas uma luta a três, só dá ainda mais motivação ao Braga.” À RTPN, António Salvador garantiu que os minhotos são um dos quatro grandes do futebol português.

Tendo em conta a prestação do Braga nesta época desportiva, 3º lugar na Liga e 1º Lugar no grupo C da taça da liga, etc., os factos dão razão ao atual presidente do S.C. Braga.

Nas épocas anteriores o clube minhoto marcou sempre presença nos lugares dianteiros da tabela classificativa do campeonato português, marcando também presença regular na Taça UEFA com bons resultados. Em 2008 conquistou a Taça Intertoto, na época 2009/2010 conquistou o 2º lugar no Campeonato e na época 2010/2011 o 4º lugar. Na época passada também marcou presença inédita na Liga dos Campeões, proporcionando que posteriormente alcançasse um meritório segundo lugar na Liga Europa. São de facto resultados desportivos brilhantes, que mostram a ascensão desportiva do clube Bracarense.

Relembro que o antigo G-14 considerou o Sp. Braga o clube que mais progrediu na última época, atribuindo-lhe assim o prémio de Best Sporting Progress 2011.

O fabuloso crescimento deste grande clube nacional deve-se muito à exemplar gestão do seu presidente António Salvador.

Em entrevista ao jornal Correio Minhoto, as suas declarações, que passo a apresentar, são elucidativas do espírito de gestão que se vive no clube. “Em termos de gestão é importante referir que a questão económica está sempre ligada ao factor desportivo. E o equilíbrio financeiro foi conseguido através dos bons resultados desportivos. Hoje, o clube não tem nada a ver com o que era no passado. O Sporting de Braga, em sete anos, ficou sempre classificado para as competições europeias. Em toda a sua história, até 2003, fez 22 jogos. Daí para cá fez 38 jogos…” Demonstrando a importância de uma forte política de comunicação refere: “Uma linha de conduta que saia sempre de dentro para fora e nunca ao contrário. Existe uma estratégia e onde todos falam a uma só voz. É essa a nossa gestão e o que tem demonstrado ao longo destes sete anos. E é isso que tem de continuar a fazer no futuro se quiser ter sucesso…” Relativamente aos recursos humanos menciona: “ Contratamos profissionais para trabalhar na estrutura do clube, desde a área de marketing, administrativa e do futebol. Se reparar, o Braga cortou completamente com o passado. As pessoas que me acompanham são todas novas. Tivemos que ter um corte com o passado. E se eu não tivesse feito isso, provavelmente o Braga não teria o sucesso que tem.”

Uma gestão metódica e organizada em que comprar barato, promover desportivamente e vender caro é o principal lema, repare que na época 2009/2010 o Braga negociou Matheus (custo 0 – retorno €1M), Moisés (custo €0,2M – retorno € 0,5M), Evaldo (custo 0 – retorno €3M), Eduardo (custo 0 – retorno € 4M). Já na época e 2010/2011 o Sporting de Braga negociou João Pereira (custo 0 – retorno € 3M), Luís Aguiar (custo €0,6M – retorno € 3M), César Peixoto (custo 0 – retorno € 0,4M), Orlando Sá (custo 0 – retorno € 3M por 60% do passe). No total destas duas épocas o SCB investiu €0,8M, tendo um retorno de €18,4M. Melhores evidências de boa gestão de ativos seria impossível. Há mesmo quem diga que o Braga com a gestão empresarial de António Salvador, se tornou numa máquina de fazer dinheiro.

Parece-me que todas estas evidências que mencionei, dão legitimidade ao Braga para pertencer ao Top 4 dos clubes portugueses. Talvez a consistência de resultados nos próximos anos lhe atribuam este título com mais solidez.

Arrisco-me a dizer que o Sporting Clube de Braga faz parte dos quatro grandes e se os ordenássemos, tendo em conta as três últimas épocas desportivas, talvez nem fique em quarto lugar!

1º REMATE DA SEMANA: "Campeões não são feitos em academias. Campeões são feitos de algo que eles têm profundamente dentro de si - um desejo, um sonho, uma visão.” (Muhammad Ali)

Artigo Publicado no Jornal Tribuna Desportiva de 7.02.2011

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Futsal: Uma seleção com uma envolvência diferente! O Europeu pode ser nosso!

A Seleção Nacional de Futsal esteve reunida nos últimos dias, para preparar a sua participação no Europeu Da modalidade a realizar na Croácia, finalizando a segunda fase do estágio realizado no Pavilhão da Quinta dos Lombos.
Portugal terá uma difícil missão! O sorteio ditou que o grupo D, ficasse com equipas que tiveram uma boa prestação na última edição da competição europeia, realizada em 2010.
A avaliar pelos meios que temos disponíveis, nomeadamente, jornais, página Web da Federação Portuguesa de Futebol (F.P.F.) e facebook da Seleção Nacional de Futsal, a equipa das quinas, parece ter hoje, uma importância mais forte no seio da Federação Portuguesa de Futebol. Até os estágios, que anteriormente serviam apenas para preparar a equipa desportivamente, são aproveitados para criar uma onda de marketing à sua volta. Tendo em conta os meios que anteriormente referi, repare nos apoios que foram gerados à volta da equipa das quinas: Promoveram-se encontros entre os três treinadores que já exerceram a função de selecionadores na equipa nacional de futsal, Fernando Lopes, Orlando Duarte e agora Jorge Braz, esta excelente iniciativa da F.P.F., evidencia o respeito e consideração pelo trabalho feito anteriormente. Os dois técnicos convidados, aproveitaram a oportunidade para demonstrar publicamente o desejo que Portugal saia vitorioso na prova. Avaliando pelas imagens disponíveis, criou-se um bom espírito de camaradagem, o que é louvar.
Neste estágio também estiveram presentes algumas figuras ligadas ao Futebol, que atualmente exercem funções na Federação Portuguesa de Futebol, como Humberto Coelho, João Vieira Pinto, Paulo Bento e Rui Caçador, demonstrando também todo o seu apoio perante a equipa das nacional.
Até figuras ligadas à política, como Miguel Relvas não deixaram de estar presentes, com o mesmo objetivo, apoiar a Seleção Nacional de Futsal.
A importância de uma boa prestação portuguesa ficou patenteada com estas ações da F.P.F. À primeira vista, podem parecer apenas fenómenos banais de circunstância, mas sem dúvida, sente-se que a organização pretendeu transmitir a toda a comitiva que se deslocará à Croácia, que existe uma força humana que ambiciona que a nossa seleção seja Campeã. Além disso, este tipo de iniciativas, provocam uma visibilidade maior do futsal nacional. O aparecimento de figuras públicas, mesmo que ligadas ao Futebol, proporciona que sistematicamente seja “despejada” informação nos órgãos de comunicação social, acerca da modalidade e da equipa, proporcionando simultaneamente uma promoção das mesmas. Boa política de comunicação!
Parece-me que a selecção de futsal respira um ar diferente, apresentando uma dinâmica que não se via anteriormente. O mérito tem que ser dado a esta nova organização da Federação Portuguesa de Futebol, que de certa forma, renovou a imagem do Futsal, dando-lhe mais protagonismo, mais visibilidade, …. o que à muito merecia.
De salientar que nesta seleção está presente o covilhanense José Luís Mendes. Mais uma razão para o interior do país, acompanhar de perto esta prestação no Euro 2012. José Luís, em declarações à comunicação social revela que durante o estágio realizado os objectivos foram cumpridos – que é o mais importante – e sentimos que estamos preparados para encarar o Europeu de uma forma positiva e com a ambição que tem caracterizado estas duas semanas de estágio. Era fundamental cumprir este período de preparação com qualidade, com organização e isso foi conseguido”, fazendo transparecer que o sonho pode ser alcançado.
REMATE DA SEMANA: Que Seleção de Futsal saia vitoriosa na competição Euro 2012.
2º REMATE DA SEMANA:Que a vitória seja uma realidade e que seja uma forte razão para se pensar em colocar a palavra Futsal na designação de Federação Portuguesa de Futebol e…, assim como noutros orgão que abrangem as duas modalidades.
3º REMATE DA SEMANA: Fico orgulhoso pela iniciativa da instituição onde me formei, UBI. Realizou este fim de semana, um torneio de solidariadade em que o principal objetivo foi ajudar crianças desfavorecidas. Será imprescindível que numa altura de crise, Solidariedade seja um valor presente.  Devemos ajudar… quem sabe se um dia não somos nós a precisar de ajuda. Parabéns UBI!
4º REMATE DA SEMANA: A judoca albicastrense Ana Hormigo foi convocada para a Taça do Mundo da modalidade a realizar em Budapeste (Hungria) e em Oberwart, estaremos cá bem longe a torcer por ela. A demonstração de que nem só de Futebol vive o Desporto!
Artigo Publicado no Jornal Tribuna Desportiva de 31.01.2012

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Sites de apostas… porque não? Até parece que somos ricos!

«Defenderemos, de forma empenhada e intransigente, as receitas das apostas online. O Governo português, ou melhor, os sucessivos governos desde 2005 terão de explicar a todos e cada um a razão pela qual o Real Madrid, o Bayern e o Lyon podem recorrer a patrocínios das apostas e Portugal não pode… Das quatro maiores Ligas do Mundo, somos a única que não pode. O atual ministro que tutela o Desporto é um governante reformista. Esta regulação não interessa apenas ao futebol mas sim a todos os desportos…», afirmou, o novo presidente da Liga de Clubes, na sua tomada de posse.

Numa altura em que a sustentabilidade dos clubes não tem a mesma força que há uns anos a esta parte, parece-me insensato que não se abram as portas à entrada de capital externo pelas empresas de apostas online. Realmente não percebo! Se teimosamente queremos ser diferentes, ou se mais uma vez gostamos de privilegiar “Monopólios de Misericórdia” em detrimento, daquilo que realmente nos poderá trazer proveitos. Objetivamente, como diz o ditado o maior cego é aquele que não quer ver! Mas realmente devemos ser mesmo o país dos “Chicos espertos”, com uma inteligência de outra dimensão, que nem aproveitar o exemplo dos melhores do mundo conseguimos. Será que alguém sairá misericordiosamente prejudicado pela entrada no país das apostas online? Se sim, façam-se acordos para minimizar os prejuízos. Impedir o desenvolvimento do futebol e a sua sustentabilidade por birra, parece-me uma solução egoísta, de quem olha apenas para o seu umbigo, esquecendo-se que sem outros umbigos à nossa volta, o nosso deixa de fazer sentido e até poderá deixar de existir!

O que é certo é que segundo o Dr. Fernando Gomes presidente da Federação Portuguesa de Futebol, "o impacto no médio prazo será catastrófico em termos do futebol português, na medida em que nós sabemos que estas casas investem aproximadamente 20 milhões de euros [por época] em Portugal", referindo-se ao patrocínio dos clubes e publicidades nos órgãos de comunicação nacionais, sendo este investimento, também feito também nas modalidades amadoras.

Ponto de vista do cidadão: Apesar de tudo, este braço de ferro retrógrada, é de quem não faz a mínima ideia, de que o jogo do 1x2 já não é o que era! O jovem não sente necessidade de jogar no boletim, porque tem acesso a outras formas de aposta, mais práticas; e o menos jovem não está interessado em aprender a navegar na internet e usá-la como forma de arriscar os seus palpites. Assim, salvo raras excepções, com a entrada das apostas online, para o cidadão comum, tudo se manterá como anteriormente.

 Discute-se ainda o controlo da idade dos apostadores, eu pergunto, esses mesmos riscos não se colocam aos jogos da Santa Casa que estão disponíveis on-line e até no telemóvel? O risco parece-me o mesmo!

Ponto de vista do estado: Eu percebo que são atividades que proporcionam a movimentação de centenas de milhões de euros no país, sem que os cofres do estado façam qualquer encaixe financeiro, mas eu pergunto, quantas empresas portuguesas operam no país, que estão sediadas noutras paragens, fugindo à máquina fiscal nacional? Não haverá alguma semelhança sobre o ponto de vista ético?

E em jeito de resumo…

1)      Quer queiramos quer não, muitos portugueses continuarão a fazer as suas apostas online, sem regulamentação quem continuará a perder é quem não regulamenta!

Porque não se negoceia, a abertura de sedes destas empresas no nosso país?

2) Monopólios e contratos de exclusividade, no meu ponto de vista não se justifica, numa sociedade que quer ser competitiva!

3) Se o país não der um passo de modernização, os clubes portugueses perderão competitividade em relação a outros, que podem recorrer a este tipo de entrada de capital.

4) É importante perceber que o jogo, poderá ser um fenómeno que provoca adição (vício). É necessário abordar o assunto de forma pedagógica na sociedade, evitando que se torne prejudicial para muitas famílias, à semelhança do que muitas vezes acontece nos casos encobertos, dos senhores que gastam milhões de euros compulsivamente em casinos e afins. Esses sim, parece que interessam a todos, portanto não se estabelecem limites de apostas, proporcionam-se créditos e endividamento sem fim!

REMATE DA SEMANA: "A melhor aposta é apostar em si mesmo." (Arnold Glasow)

Artigo Publicado no Jornal tribuna Desportiva de 24.01.2012

Formar sem Formatar

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Futebol... uma visão abrangente!


Futre vai apresentar um programa televisivo! Como todos sabemos pelos mais variados meios, a crise em Portugal está a empurrar milhares de portugueses para o desemprego. Mais uma vez, a imagem de um futebolista é usada em prol de interesses económicos e televisivos. Através do programa, a produção encontrará emprego para os candidatos inscritos. As entidades empregadoras terão como moeda de troca, publicidade gratuita. Boa iniciativa, vamos ver se o enquadramento não é muito “show” e pouco emprego!

Ultimo minuto provocou morte na praia! A equipa da cidade da Covilhã fez frente a um candidato ao título da Liga Orangina. Com recursos de dimensões bem diferentes do seu opositor, só uma boa organização estratégica por parte da equipa covilhanense, permitiu enfrentar com nível, uma equipa como o Moreirense. Depois do empate, até o golo da vitória poderia ter surgido, mas, no último folgo do jogo, a equipa de Casquilha marcou o golo da vitória, levando três pontos do nosso Complexo Desportivo. Apesar de não ficar na retina um jogo atrativo, fica uma lição de gestão de recursos humanos, onde a optimização do potencial de cada jogador em prol da equipa, esteve sempre presente. Foi formada uma teia tática que poderia ter sido bastante eficaz. Faltou apenas uns instantes de sorte!

Turbilhão nas contratações. Com já nos habituaram, os grandes clubes de Portugal, o interesse demonstrado por um possível talento, despoleta interesse de vários clubes da nossa nação. Parece que brevemente iremos ter outra novela semelhante à do Falcão. Diz a comunicação social que o Messi da Indonésia, Andik Vermansyah (20 anos) é alvo de luta entre dois rivais de Portugal, veremos se é só tinta no papel, ou se é uma aposta que enriquecerá os nossos palcos desportivos!

Era uma vez um título! A derrota com o Sporting de Braga afastou de vez o Sporting de Portugal do título. Apesar de ainda ser matematicamente possível, onze pontos será um obstáculo quase impossível de ultrapassar, para chegar ao topo da tabela classificativa. O clube lisboeta ainda terá três frentes para demonstrar a sua qualidade e alicerçar as bases para um Sporting mais forte na próxima época. Depois desta época, só a estabilidade ao nível financeiro e de recursos humanos, poderão contribuir para rentabilizar, o investimento feito no “Cerelac” durante esta época. Faz falta um Sporting competitivo, que enriqueça o nosso campeonato nacional, com uma luta permanente pelo título.

Boas condições para a prática da modalidade Futebol entre outras actividades. Segundo o que se vê a olho nú, vai de vento e poupa as obras do Complexo Desportivo da Estação, esperando-se melhores condições para que os jovens do concelho, possam usufruir de uma digna prática desportiva. Ouro sobre azul seria que o Complexo Desportivo da Cidade, também tivesse um sintético, em vez do tão utilizado pelado. Compreende-se que em momentos de crise, o cinto aperta com uma intensidade tão forte, tornando muito difícil que este tipo de investimentos sejam uma realidade, mas na verdade, sonhar não custa! Teremos a esperança que depois da crise ultrapassada, o sonho dos treinadores e dos jovens da cidade seja uma realidade.

Organizada começa a estar a tabela classificativa da Liga Zon Sagres, principalmente nos primeiros cinco lugares. Apesar de ainda faltarem muitos jogos para o término do campeonato, acredito que Marítimo, Sporting, Braga, Porto e Benfica ficarão nos primeiros cinco lugares da tabela classificativa, apesar da ordem com que finalizarão o campeonato apresentar uma pitada de indefinição. Já nos lugares seguintes tudo poderá acontecer, repare que entre o 6º lugar (Guimarães - 20 pontos) e o 15º (Leiria - 13 pontos) apenas temos 7 pontos de distância, o que indicia que tudo pode acontecer, arrisco mesmo a dizer, que qualquer uma das equipas deste nível da tabela classificativa, poderá estar em risco de descida de divisão.

Longe da nossa perto da deles. Não querendo diz mal nem bem, apenas constatar factos, este fim de semana fui ver um dos jogos do Campeonato Distrital - Liga Covifil. Por curiosidade fui contando o número de passes que cada equipa fez durante a posse de bola. Averiguei que em média cada equipa realiza três passes consecutivos. No último passe dos três quantificados, as equipas procuraram colocar a bola, nos jogadores que ocupam o setor mais avançado. Percebo que não existem recursos para fazer um jogo sistemático de posse de bola, mas o excessivo futebol direto, tornou o jogo muito emotivo, mas pouco espectacular.



REMATE DA SEMANA: Não penso em trabalho como trabalho e em diversão como diversão - é
tudo VIVER!!!
(Richard Branson)

Artigo publicado no Jornal Tribuna Desportiva de 17.01.2011